Atualmente, mesmo com um mercado de trabalho forte e baixa taxa de desemprego, encontrar um novo emprego está mais difícil. As empresas estão contratando na menor velocidade desde 2014, e o número de pessoas desempregadas por mais de seis meses aumentou. Especialistas afirmam que a situação é de “baixa demissão, baixa contratação”. Isso cria uma divisão entre quem está empregado e quem está procurando trabalho. Para se destacar, os candidatos precisam ser mais criativos no networking, já que muitas vagas são preenchidas por indicações. É importante participar de eventos como conferências e seminários, além de se reconectar com antigos colegas. Também é essencial personalizar currículos e cartas de apresentação para cada vaga, destacando resultados em vez de apenas responsabilidades. Durante períodos de desemprego, buscar cursos gratuitos ou de baixo custo pode ajudar a melhorar as habilidades e mostrar iniciativa. Enquanto isso, considerar trabalhos temporários ou em áreas relacionadas pode ser uma boa estratégia para ampliar a rede de contatos e adquirir experiência.
O mercado de trabalho apresenta um cenário paradoxal: embora a taxa de desemprego esteja em 4,2% e o crescimento de empregos tenha superado expectativas, a contratação está em seu ritmo mais lento desde 2014. Cerca de 23,5% dos trabalhadores desempregados estão sem emprego há mais de seis meses, um aumento em relação a 19,6% do ano anterior. A situação é descrita como uma tendência de “baixa demissão, baixa contratação”, segundo o economista Cory Stahle, do Indeed Hiring Lab.
As empresas estão sendo mais cautelosas nas contratações, refletindo um “divórcio crescente” no mercado de trabalho entre os empregados e os desempregados. Mandi Woodruff-Santos, especialista em carreira, afirma que as empresas estão contratando com menos frequência, o que exige que os candidatos adotem estratégias de networking mais criativas.
Estratégias de Networking
Para se destacar, os candidatos devem explorar novas formas de networking, além de eventos tradicionais como feiras de emprego. Woodruff-Santos sugere participar de conferências, seminários e lançamentos de livros que estejam alinhados com suas áreas de atuação. Reestabelecer contato com ex-colegas pode ser uma maneira eficaz de se posicionar antes que as vagas sejam abertas ao público geral.
Além disso, é importante que os trabalhadores insatisfeitos com suas funções atuais considerem oportunidades internas. Frances Weir, da Korn Ferry, destaca que, embora as contratações estejam lentas, as oportunidades podem estar “mais subterrâneas”. Candidatos devem personalizar seus currículos e cartas de apresentação, enfatizando resultados e conquistas, em vez de apenas responsabilidades.
Oportunidades em Tempos Difíceis
A busca por emprego pode ser desafiadora, mas existem alternativas. Woodruff-Santos recomenda que os candidatos estejam abertos a trabalhos temporários ou em setores adjacentes, pois essas experiências podem ajudar a expandir redes de contatos e habilidades. Aproveitar períodos de baixa contratação para adquirir novas competências é essencial, especialmente para aqueles enfrentando desemprego de longo prazo.
Os especialistas concordam que, em um mercado de “baixa demissão, baixa contratação”, a adaptação na busca por emprego é crucial. Candidatos que utilizam esse tempo para se desenvolver e se conectar de forma estratégica têm mais chances de sucesso.
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