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Brasil busca fortalecer laços comerciais e investimentos com a China em novo cenário global

Brasil deve intensificar acordos comerciais com a China e outros países, visando uma integração mais ampla e estratégica.

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O Brasil está buscando fortalecer suas relações comerciais com a China em um momento de tensões globais, como a guerra tarifária e o isolacionismo dos EUA. Especialistas recomendam que o Brasil faça acordos de comércio e investimentos com a China e outros países para uma integração mais ampla. A professora Ana Tereza Marra de Sousa alerta que a dependência do Brasil em exportar produtos como soja e minério de ferro para a China pode se agravar, e é importante que o intercâmbio comercial ajude no desenvolvimento industrial e tecnológico do Brasil. A economista Fabiana D’Altri destaca que os acordos recentes têm focado na presença de empresas chinesas no Brasil e que o futuro das relações comerciais está mais ligado a investimentos. O Plano de Cooperação entre Brasil e China, assinado no ano passado, busca identificar projetos de interesse comum, alinhando os planos de desenvolvimento dos dois países. A Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação, criada em 2004, também tem promovido diálogos entre os dois países para garantir que as negociações sejam vantajosas para ambos.

O Brasil busca fortalecer suas relações comerciais com a China em um cenário global de guerra tarifária e isolacionismo dos Estados Unidos. Especialistas recomendam que o país promova acordos de comércio e investimentos com a China e outras nações para uma integração mais ampla.

Otaviano Canuto, ex-vice-presidente do Banco Mundial, sugere que o Brasil deve buscar acordos semelhantes ao do Mercosul com a União Europeia. Ele destaca que a integração comercial brasileira deve ser mais abrangente, incluindo não apenas a China, mas também outros países. A professora de Relações Internacionais Ana Tereza Marra de Sousa, da Universidade Federal do Grande ABC, alerta para a assimetria nas exportações brasileiras, que são predominantemente de commodities como soja e minério de ferro, enquanto o Brasil importa manufaturas de maior valor agregado da China.

A economista Fabiana D’Altri, representante da Bradesco Asset no Conselho Brasil-China, observa que os acordos recentes têm focado na presença de empresas chinesas no Brasil em setores como saúde e tecnologia. Ela afirma que o futuro das relações comerciais está mais ligado a investimentos do que a acordos isolados, citando o exemplo de fábricas de celulares e carros elétricos.

Acordos e Cooperação

O Ministério da Indústria, Desenvolvimento, Comércio e Serviços destaca que os acordos firmados desde 2023 priorizam setores como mineração, energia e alta tecnologia. O Plano de Cooperação para o Estabelecimento de Sinergias entre Brasil e China, assinado no ano passado, visa fomentar discussões e identificar projetos de interesse comum.

D’Altri ressalta a importância da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), que promove contatos a cada dois anos entre os dois países. Ela afirma que o Brasil tem ganhado mais voz nas negociações, buscando um resultado que beneficie ambas as partes.

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