Os Estados Unidos impuseram tarifas de 25% sobre o alumínio importado para tentar aumentar a produção interna, mas isso não está funcionando como esperado. Empresas como Alcoa e Century Aluminum fecharam ou paralisaram suas operações devido aos altos custos de energia. Os preços da eletricidade nos EUA são muito mais altos do que em outros países, o que torna difícil para as fundições americanas competirem. Enquanto isso, a empresa Hydro, uma das maiores produtoras de alumínio do mundo, está enfrentando aumento nos preços e impactos negativos em seus negócios. Os consumidores americanos podem acabar pagando mais pelos produtos devido a esses custos elevados. Além disso, a demanda por eletricidade de setores como tecnologia está competindo com a indústria do alumínio, dificultando ainda mais a situação.
Os Estados Unidos impuseram tarifas de 25% sobre o alumínio importado com o objetivo de revitalizar a produção interna. No entanto, a estratégia enfrenta dificuldades, como os altos custos de energia, que resultam no fechamento de fundições. Recentemente, empresas como Alcoa e Century Aluminum paralisaram operações devido a esses custos elevados.
A Alcoa anunciou a fechamento permanente de sua fundição em Intalco, que estava inativa desde 2020, alegando que não consegue competir a longo prazo sem acesso a energia a preços competitivos. A Century Aluminum também interrompeu temporariamente a produção em sua fundição em Hawesville, Kentucky, citando que os custos de energia triplicaram rapidamente, forçando uma paralisação que pode durar até doze meses.
Os altos preços da eletricidade nos EUA, que chegam a R$ 550 por tonelada, contrastam com os R$ 290 por tonelada no Canadá. Essa diferença coloca as fundições americanas em desvantagem, dificultando a recuperação da produção de alumínio. O CFO da Hydro, Trond Olaf Christophersen, destacou que os custos das tarifas são repassados aos consumidores, resultando em preços mais altos para produtos finais.
Além disso, a demanda crescente por eletricidade de setores como tecnologia e data centers tem pressionado ainda mais o fornecimento. Christophersen observou que a capacidade de produção de energia renovável está sendo rapidamente consumida por esses setores, que oferecem margens de lucro muito maiores do que a indústria de alumínio.
As tarifas, embora não tenham impulsionado a produção interna, estão alterando os fluxos comerciais globais. A Hydro, que utiliza tanto alumínio reciclado quanto metal primário importado, enfrenta desafios adicionais, já que os preços do alumínio reciclado também refletem os custos das tarifas. A empresa já anunciou que repassará os aumentos de preços aos consumidores, o que pode impactar ainda mais o mercado.
Entre na conversa da comunidade