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Neon planeja dobrar número de clientes e diversificar produtos em nova fase de crescimento

Neon mira crescimento acelerado, buscando dobrar clientes e lançar novos produtos, enquanto aposta em Open Banking e gestão interna de cartões.

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O Neon, um banco digital fundado em 2016, foi avaliado em US$ 1,4 bilhão e atraiu investidores importantes. O CEO Fernando Miranda anunciou que a fintech está entrando em uma nova fase, com o objetivo de dobrar seu tamanho em dois anos. A estratégia inclui expandir para a classe B- e lançar novos produtos, como um cartão específico para esse público. O Neon também internalizou a administração de cartões e está investindo no Open Banking, já tendo obtido 400 mil consentimentos de dados. A fintech quer aumentar a atividade de clientes inativos e aposta no crescimento do crédito consignado, que atualmente representa menos de 20% de sua carteira. Miranda acredita que o mercado de consignado pode crescer muito com novas regras. A fintech foi autorizada a atuar como Iniciador de Transação de Pagamento via Pix, o que deve melhorar o relacionamento com os clientes.

O Neon, banco digital fundado em 2016, foi avaliado em US$ 1,4 bilhão e atraiu investidores como General Atlantic e BBVA. O CEO Fernando Miranda anunciou uma nova fase de crescimento, com a meta de dobrar o tamanho da fintech em dois anos. A estratégia inclui a expansão para a classe B-, visando clientes como motoristas de aplicativo, e o lançamento de um cartão específico para esse público.

Miranda, que assumiu a posição de CEO em dezembro de 2022, destacou que a fintech focou mais em crescimento do que em rentabilidade até 2021. Com a alta dos juros, o Neon precisou priorizar a geração de receitas, diversificando seus produtos além de contas e cartões. O breakeven, ou início do lucro, está previsto para o final de 2024.

Novas Estratégias

A nova fase do Neon busca equilibrar crescimento e lucro. A fintech internalizou a administração de cartões, que antes era feita em parceria com o BV. Além disso, já adquiriu uma financeira, permitindo a emissão de CDBs (Certificados de Depósito Bancário), com um total de R$ 4,9 bilhões emitidos. Miranda afirmou que o objetivo é ativar clientes inativos, com um foco especial no novo produto de crédito consignado.

O consignado representa atualmente menos de 20% da carteira do banco, mas Miranda acredita que o mercado pode crescer dez vezes com as novas regras. A fintech também aposta no Open Banking, tendo obtido 400 mil consentimentos de dados. Em março, o Neon recebeu autorização do Banco Central para atuar como Iniciador de Transação de Pagamento (ITP) via Pix, o que deve aumentar o relacionamento com outros serviços. Miranda ressaltou que a política dos bancos é binária e que muitos clientes estão negativados por motivos irrelevantes.

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