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Taxa Selic a 14,75% exige cautela no mercado imobiliário e altera decisões de compra

Taxa Selic em 14,75% gera cautela no mercado imobiliário; vendas de apartamentos sobem 17%, mas lançamentos caem 7%. O que esperar?

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O Banco Central aumentou a taxa Selic para 14,75%, o que deixou o mercado imobiliário mais cauteloso. Apesar disso, as vendas de apartamentos cresceram 17%, mas os lançamentos caíram 7%, mostrando que consumidores e incorporadoras estão se adaptando. O aumento da Selic faz com que as taxas de financiamento subam, o que afeta principalmente a classe média que precisa de crédito para comprar imóveis. Muitos estão adiando a compra ou optando por imóveis menores. Mesmo com os juros altos, o mercado ainda está ativo, com um aumento de 10% nos financiamentos em comparação ao ano passado. Especialistas afirmam que, apesar da Selic alta, o imóvel continua sendo um bom investimento, especialmente em grandes cidades, onde os preços tendem a subir. Para quem já tem dinheiro, pode ser melhor investir do que quitar o imóvel, a menos que haja descontos na quitação antecipada. Recomenda-se aumentar o valor da entrada, escolher prazos mais curtos e usar o FGTS para amortizar a dívida. Mesmo com desafios, a demanda por imóveis permanece forte, e o setor deve continuar se adaptando às mudanças econômicas.

O aumento da taxa Selic para 14,75%, anunciado pelo Banco Central em 7 de maio de 2025, trouxe incertezas ao mercado imobiliário brasileiro. Apesar da alta, as vendas de apartamentos cresceram 17% no primeiro trimestre, enquanto os lançamentos caíram 7%, indicando uma adaptação dos consumidores e incorporadoras.

O impacto da Selic elevada é direto: cada ponto percentual eleva em média 0,43 ponto as taxas de financiamento imobiliário. Isso afeta principalmente a classe média, que depende de crédito para adquirir imóveis. Luciano Amaral, CEO da Benx, observa que muitos estão adiando compras ou optando por unidades menores. O tempo de decisão de compra aumentou de dois para três meses.

Desempenho do Setor

O setor da construção civil registrou R$ 38,3 bilhões liberados via Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) no primeiro trimestre. O Índice de Confiança do Empresário da Construção encerrou abril em 47,2 pontos, o menor desde julho de 2020. Ely Wertheim, presidente executivo do Secovi-SP, destaca que as pesquisas mostram um aumento de 50% nos lançamentos e 5% nas vendas em São Paulo.

Embora os juros estejam altos, o financiamento imobiliário ainda apresenta taxas abaixo da Selic. No segmento de classe média alta, as taxas variam de 11% a 12% ao ano, configurando um juro real negativo. No programa Minha Casa Minha Vida, os subsídios beneficiam ainda mais os compradores.

Estratégias para Compradores

A decisão de adiar a compra de um imóvel deve ser ponderada. O mercado imobiliário tende a valorizar, especialmente em grandes centros urbanos. Para quem já possui recursos, amortizar pode parecer seguro, mas Wertheim sugere que, com taxas de financiamento mais baixas que a rentabilidade de investimentos, pode ser mais vantajoso aplicar o dinheiro.

Analistas recomendam aumentar o valor da entrada, optar por prazos mais curtos e escolher sistemas de amortização adequados, como o Sistema de Amortização Constante (SAC). Utilizar o saldo do FGTS a cada dois anos para amortizar o saldo devedor também é uma estratégia válida.

Apesar do cenário restritivo, a demanda habitacional continua forte. Amaral ressalta que a sociedade brasileira vê o imóvel como um investimento seguro. Com planejamento, consumidores e empresas podem navegar pelo ciclo de aperto monetário sem perder de vista seus objetivos.

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