Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Cacau brasileiro ganha rastreabilidade com tecnologia inovadora do CIC e Trace Tech

Cacau brasileiro ganha rastreabilidade com nova tecnologia, beneficiando agricultores e atendendo exigências de sustentabilidade.

0:00
Carregando...
0:00

O Centro de Inovação do Cacau (CIC) lançou, junto com a startup Trace Tech, o Sistema Brasileiro de Rastreabilidade do Cacau (SBRC), que já ajuda 51 agricultores em Rondônia e pretende expandir para 150 produtores. Essa ferramenta usa tecnologia de georreferenciamento e etiquetas de radiofrequência para garantir que o cacau não venha de áreas desmatadas ilegalmente. Cada agricultor paga entre R$ 750 e R$ 4.280 para se cadastrar. A Dengo Chocolates, que já usa a tecnologia, vai pagar um prêmio de 25% sobre o valor do cacau dos produtores que participam do projeto, totalizando até R$ 1 milhão em 2025. O Sebrae Rondônia também contribuiu com R$ 85 mil para mapear os produtores. O SBRC é a primeira plataforma de rastreamento dedicada ao cacau no mundo e atende às exigências da nova lei antidesmatamento da União Europeia, que entra em vigor em 2026. A tecnologia permite verificar se as terras foram desmatadas após 2020 e integra informações de cultivo em bancos de dados públicos e privados.

O Centro de Inovação do Cacau (CIC), em colaboração com a Trace Tech, lançou o Sistema Brasileiro de Rastreabilidade do Cacau (SBRC). A iniciativa, que já atende 51 agricultores em Rondônia, visa expandir para 150 produtores e atrair grandes empresas do setor.

O SBRC utiliza georreferenciamento e etiquetas de radiofrequência para monitorar a produção de cacau, assegurando que o cultivo não ocorra em áreas de desmatamento ilegal. Cada agricultor paga entre R$ 750,00 e R$ 4.280,00 para se cadastrar. O projeto foi viabilizado com o apoio da Dengo Chocolates e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Cristiano Villela, diretor científico do CIC, destaca que a prioridade é atrair empresas como Cargill, Olam e Barry Callebaut, que processam 95% do cacau brasileiro. As tratativas já estão em andamento. Villela afirma que o interesse das chocolateiras em custear a tecnologia é um passo importante para a escalabilidade do projeto.

Expansão e Investimentos

O próximo objetivo é aumentar o número de produtores para 150 no sul da Bahia, onde o projeto teve um piloto antes de chegar a Rondônia. A Dengo Chocolates não investiu diretamente na operação, mas concordou em pagar um prêmio de 25% sobre o cacau dos produtores que utilizarem a tecnologia, totalizando até R$ 1 milhão em 2025.

O Sebrae Rondônia contribuiu com R$ 85 mil para mapear os produtores e desenvolver planos de ação. O SBRC é a primeira plataforma de rastreamento dedicada ao cacau no mundo e atende às exigências da lei antidesmatamento da União Europeia (EUDR), que entrará em vigor em 2026.

João Kuhlmann, executivo da Trace Tech, explica que o sistema mapeia áreas de cultivo e integra informações em bancos de dados públicos e privados. As etiquetas de radiofrequência, semelhantes às usadas em pedágios, armazenam dados sobre cada muda e são sincronizadas com informações de órgãos como Ibama e Incra.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais