Suzy Welch, professora da NYU, acredita que muitos graduados estão fazendo a busca por emprego de forma errada. Ela observa que a pressão para conseguir um trabalho logo faz com que os estudantes se esqueçam de descobrir quem realmente são e quais são seus valores. Para ajudar nesse processo, Welch criou o curso “Becoming You”, onde os alunos aprendem a identificar suas habilidades e propósitos antes de entrar no mercado de trabalho. Ela recomenda que os graduados façam perguntas importantes sobre si mesmos, como quais são suas paixões e o que fazem bem. Welch também alerta que muitos formandos acabam seguindo carreiras populares, como finanças e tecnologia, mesmo que essas áreas não sejam as mais adequadas para eles. Ela compara escolher a carreira errada a escrever com a mão não dominante, que é difícil. Se os graduados se conhecerem melhor, será mais fácil encontrar um trabalho que se encaixe com suas verdadeiras identidades. Welch ainda menciona que muitos que se acomodam em empregos que não refletem quem são acabam se desmotivando por volta dos 40 anos. Após fazer o curso, alguns alunos dela mudaram de carreira para seguir caminhos mais autênticos.
Suzy Welch, professora da NYU Stern School of Business, lançou o curso “Becoming You” e um livro homônimo, visando ajudar graduados a descobrir suas verdadeiras identidades antes de ingressar no mercado de trabalho. Desde dois mil e vinte e um, Welch observa a pressão que os formandos enfrentam para conseguir empregos rapidamente, muitas vezes priorizando a busca por qualquer trabalho em detrimento da identificação de suas vocações.
Em sua abordagem, Welch enfatiza que muitos estudantes saem da faculdade sem entender quem são e qual é seu propósito. “Não tente conseguir um emprego até saber quem você é. Faça esse trabalho primeiro,” afirma. O curso inclui testes para ajudar os alunos a identificar suas “áreas de transcendência”, ou seja, carreiras que se alinham com seus valores e habilidades.
Welch também alerta que muitos graduados de alto desempenho se sentem atraídos por setores populares como finanças, tecnologia e consultoria, mesmo que esses caminhos não sejam os mais adequados para suas habilidades. Um levantamento da Harvard Crimson revelou que 21% dos graduados de dois mil e vinte e quatro pretendem trabalhar em finanças, 16% em tecnologia e 13% em consultoria.
Reflexão sobre Carreiras
A professora compara seguir a carreira errada a escrever com a mão não dominante, ressaltando que, ao encontrar o caminho certo, o processo se torna mais fluido. “Você pode evitar entrar na carreira errada se fizer o trabalho de descobrir seus valores e interesses,” diz Welch. Ela adverte que, se alguém se encaixar em um emprego que não reflete sua verdadeira essência, pode acabar insatisfeito por volta dos quarenta anos.
Após participar do curso, muitos alunos de Welch decidiram deixar posições prestigiadas para buscar caminhos mais autênticos. “Mudar de direção pode causar estranhamento, mas a longo prazo, isso constrói a carreira certa,” conclui.
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