Nesta sexta-feira, o Ibovespa caiu 0,11%, fechando aos 139.187 pontos, após ter alcançado um novo recorde no dia anterior. A queda foi puxada pelas ações do Banco do Brasil, que despencaram 12,69% após a divulgação de um lucro abaixo do esperado no primeiro trimestre. O lucro líquido ajustado do banco foi de R$ 7,37 bilhões, uma queda de 20,7% em relação ao ano passado. O dólar também teve leve baixa de 0,18%, cotado a R$ 5,66, após um dia de oscilações. A semana, no entanto, foi positiva para a bolsa, com alta acumulada de 1,69%. A taxa de desemprego no Brasil subiu para 7%, indicando um esfriamento no mercado de trabalho, e o governo revisou para cima a projeção do déficit primário para 2026, o que trouxe preocupações adicionais ao mercado.
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em queda de 0,11% nesta sexta-feira, 16, aos 139.187 pontos, após ter alcançado um novo recorde histórico ao ultrapassar os 139 mil pontos. O dólar também apresentou leve baixa, encerrando o dia a R$ 5,66.
A queda do índice foi impulsionada pela desvalorização de 12,69% nas ações do Banco do Brasil, que divulgou um lucro líquido ajustado de R$ 7,37 bilhões no primeiro trimestre de 2025. Esse resultado ficou 18,6% abaixo das expectativas do mercado, que previa um lucro de R$ 9,06 bilhões. A instituição financeira registrou uma queda de 20,7% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 23% em comparação ao quarto trimestre de 2024.
Cenário Econômico
No acumulado da semana, o Ibovespa teve uma alta de 1,69%, refletindo um ciclo positivo para as ações brasileiras. O dólar, por sua vez, acumulou uma alta de 0,26% na semana, apesar da leve queda no fechamento de hoje. A agenda econômica foi considerada fraca, com os investidores focando em indicadores internacionais, como a inflação ao produtor (PPI) nos Estados Unidos, que desacelerou em abril.
Além disso, repercutiu o acordo entre Estados Unidos e China sobre tarifas comerciais, que trouxe alívio ao mercado. No Brasil, a taxa de desemprego subiu para 7% no primeiro trimestre de 2025, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua), indicando um esfriamento no mercado de trabalho.
Expectativas Futuras
As preocupações fiscais também impactaram o mercado, com a revisão para cima da projeção do déficit primário do governo em 2026, que pode ultrapassar R$ 80 bilhões. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a equipe econômica está avaliando medidas pontuais para cumprir a meta fiscal, mas negou a preparação de um novo “pacote fiscal”.
Os investidores permanecem atentos aos desdobramentos econômicos e políticos, tanto no Brasil quanto no exterior, enquanto avaliam os impactos das recentes divulgações financeiras e acordos comerciais.
Entre na conversa da comunidade