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Guerra tarifária não impacta comércio exterior do Brasil no primeiro mês, aponta Icomex

Superávit comercial do Brasil em abril é ofuscado por déficit com a China; atraso na safra de soja impacta resultados.

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Em abril de 2024, o Brasil teve um superávit comercial de 8,2 bilhões de dólares, igual ao do mesmo mês do ano passado. No entanto, de janeiro a abril, o total caiu para 17,7 bilhões de dólares, bem menos que os 26,9 bilhões de dólares do mesmo período em 2023. Essa queda é principalmente por causa de um déficit de 3,6 bilhões de dólares nas transações com a China, onde no ano passado o Brasil tinha um superávit de 5 bilhões de dólares. A economista Lia Valls, da FGV, explica que isso se deve ao atraso na safra de soja, que é o principal produto que o Brasil exporta para a China. Apesar das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, não houve mudanças significativas nas exportações brasileiras em abril. As importações de produtos de couro da China aumentaram, mas sem grandes alterações no mercado. Valls também comenta que as tarifas altas dos EUA sobre produtos chineses podem fazer com que o Brasil perca oportunidades de vender calçados e têxteis para os EUA, mas isso pode evitar uma grande entrada de produtos chineses no Brasil. A situação atual é incerta e deve ser acompanhada de perto nos próximos meses.

A balança comercial brasileira registrou um superávit de US$ 8,2 bilhões em abril de 2024, um resultado semelhante ao mesmo mês do ano anterior. No entanto, o acumulado de janeiro a abril deste ano caiu para US$ 17,7 bilhões, comparado a US$ 26,9 bilhões no mesmo período de 2023. Essa queda é atribuída principalmente ao déficit nas transações com a China, que alcançou US$ 3,6 bilhões este ano, enquanto no ano passado houve um superávit de US$ 5 bilhões.

A economista Lia Valls, coordenadora do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) da FGV do Ibre, explica que o déficit com a China se deve ao atraso na safra de soja, o principal produto exportado para o país asiático. Apesar das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, não houve mudanças significativas na pauta de exportação do Brasil em abril. A importação de produtos de couro da China aumentou, mas sem alterações drásticas na participação de mercado.

Impactos da Guerra Comercial

As frequentes mudanças nas tarifas americanas dificultam previsões sobre o futuro do comércio. Valls observa que, se o acordo entre Estados Unidos e China for mantido, com tarifas de 30% sobre produtos chineses e 10% sobre os americanos, o Brasil pode perder oportunidades de expandir suas exportações de calçados e têxteis para os EUA. Por outro lado, a situação pode reduzir o risco de uma inundação de produtos chineses no mercado brasileiro.

A economista ressalta que, embora os produtos chineses sejam altamente competitivos, a incerteza atual torna difícil prever os próximos passos. A guerra comercial, até o momento, não teve um impacto decisivo na balança comercial brasileira, mas a situação deve ser monitorada de perto nos próximos meses.

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