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Moody’s rebaixa nota de crédito dos EUA para Aa1, refletindo aumento da dívida pública

Moody's rebaixa nota de crédito dos EUA para Aa1, encerrando mais de um século de classificação máxima e gerando reações nos mercados financeiros.

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A Moody’s rebaixou a nota de crédito dos Estados Unidos de “AAA” para “Aa1”, citando o aumento da dívida pública e a falta de ação das administrações para controlar os déficits fiscais. Essa mudança encerra mais de um século em que os EUA mantiveram a classificação máxima. A agência destacou que a dívida do governo está em níveis muito altos em comparação com outros países com notas semelhantes. A Moody’s também alertou que os pagamentos de juros podem consumir uma parte significativa da receita federal nos próximos anos. A reação nos mercados foi imediata, com aumento nas taxas de títulos e perdas em ativos dos EUA. A Casa Branca criticou a decisão, chamando-a de política, e um porta-voz do presidente Donald Trump atacou um economista da Moody’s, alegando que ele não é confiável. A Moody’s é a última das três principais agências de classificação a rebaixar os EUA, seguindo a Fitch e a S&P. Apesar do rebaixamento, a Moody’s considera a perspectiva do país estável, mas alerta que reformas fiscais são necessárias para melhorar a situação.

A Moody’s rebaixou a nota de crédito soberano dos Estados Unidos de “AAA” para “Aa1” nesta sexta-feira, 16 de maio de 2025. A decisão encerra mais de um século de classificação máxima, refletindo o aumento da dívida pública e a incapacidade de administrações sucessivas em controlar déficits fiscais.

A agência destacou que a dívida pública dos EUA atingiu níveis significativamente mais altos do que outros países com notas semelhantes. A Moody’s também apontou que os pagamentos de juros devem consumir cerca de 30% da receita pública até 2035, um aumento em relação aos 18% projetados para 2024. O rebaixamento ocorre em um contexto de crescente endividamento, que já ultrapassa o tamanho da economia americana.

A reação nos mercados financeiros foi imediata, com os rendimentos dos títulos do Tesouro de dez anos subindo para 4,49% e um fundo que acompanha o S&P 500 caindo 0,6% nas negociações pós-mercado. A Moody’s, que mantinha a nota máxima desde 1917, é a última das três principais agências a rebaixar os EUA, seguindo a Fitch e a S&P, que já haviam feito cortes em suas classificações anteriormente.

O porta-voz da Casa Branca, Steven Cheung, criticou a decisão, chamando-a de política e alegando que a análise da Moody’s não é levada a sério. Ele acusou o economista Mark Zandi, da Moody’s Analytics, de ser um crítico do governo. Apesar do rebaixamento, a Moody’s considera a perspectiva dos EUA “estável”, citando a resiliência da economia e o papel do dólar como moeda de reserva global.

A Moody’s alertou que a deterioração fiscal pode levar a custos de financiamento mais altos no futuro. O rebaixamento é um sinal de alerta sobre a capacidade dos EUA de manter sua posição como o maior emissor de dívida do mundo, especialmente em um cenário de crescente incerteza política e econômica.

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