As grandes empresas de petróleo, como ExxonMobil e Chevron, estão se preparando para uma possível nova queda nos preços do petróleo, que pode ser a terceira em mais de dez anos. Durante suas reuniões, os executivos afirmaram que suas finanças estão fortes e que não planejam fazer cortes drásticos em gastos ou dividendos. O CEO da ExxonMobil mencionou que a empresa, que vale cerca de 472 bilhões de dólares, cortou 13 bilhões de dólares em custos nos últimos cinco anos para se preparar para essa situação. Os preços do petróleo caíram para menos de 60 dólares por barril e devem ficar em torno de 65 dólares pelo resto do ano. A Chevron, apesar de reduzir sua equipe em 20%, espera gerar 9 bilhões de dólares em fluxo de caixa livre com o petróleo a 60 dólares. A Shell também afirmou que manterá seus dividendos mesmo se os preços caírem para 40 dólares. Patrick Pouyanné, da TotalEnergies, comentou que a situação atual é parecida com a crise da Covid-19, e as empresas estão evitando cortes em dividendos. As petrolíferas reduziram seus planos de gastos em 2%, e a consultoria Wood Mackenzie prevê que as cinco maiores empresas gastarão 98 bilhões de dólares em 2024, quase 5% a menos que em 2023. Analistas do Bank of America alertam que uma nova queda nos preços pode expor fraquezas nas operações das empresas, que já estão sob pressão para manter a produção e os retornos aos acionistas.
As grandes empresas petrolíferas, como ExxonMobil e Chevron, estão se preparando para uma nova queda nos preços do petróleo, que pode ser a terceira em mais de uma década. Durante suas atualizações trimestrais, os executivos garantiram que seus balanços estão robustos e que não farão cortes drásticos em gastos ou dividendos.
O CEO da ExxonMobil, Darren Woods, destacou que a companhia, avaliada em US$ 472 bilhões (R$ 2,7 trilhões), cortou US$ 13 bilhões (R$ 73 bilhões) em custos ao longo de cinco anos para se preparar para a desaceleração. Ele afirmou que a empresa testou seus planos financeiros em cenários mais severos do que os vividos durante a pandemia de Covid-19.
Os preços do petróleo caíram para menos de US$ 60 (R$ 338) por barril em abril, com previsões de que fiquem em torno de US$ 65 (R$ 366) pelo restante do ano. A Chevron, que está reduzindo sua força de trabalho em 20%, afirmou que ainda poderá gerar US$ 9 bilhões (R$ 50,7 bilhões) em fluxo de caixa livre com o petróleo a US$ 60. A Shell, por sua vez, garantiu que manterá seus dividendos mesmo se os preços caírem para US$ 40 (R$ 225).
Reações do Setor
Patrick Pouyanné, da TotalEnergies, comentou que a reação atual é semelhante à da crise do coronavírus, com a empresa evitando cortes em dividendos. As quedas anteriores nos preços do petróleo, como a de 2014 a 2016, resultaram em cortes profundos de gastos e atrasos em projetos.
Atualmente, as grandes petrolíferas reduziram seus planos de despesas de capital em 2%. A consultoria Wood Mackenzie prevê US$ 98 bilhões (R$ 552 bilhões) em gastos de capital entre as cinco maiores empresas do setor, quase 5% a menos que em 2023. A analista do HSBC, Kim Fustier, observou que as empresas estão em um “modo de espera”, evitando decisões irreversíveis.
Desafios Futuros
Analistas do Bank of America alertam que, embora os preços atuais não causem grandes perturbações, uma queda adicional poderia revelar vulnerabilidades significativas nas operações das empresas. A pressão para manter a produção e os retornos aos acionistas continua alta, e a flexibilidade para cortes adicionais é limitada após uma década de eficiência.
As grandes petrolíferas, portanto, se encontram em um cenário desafiador, tentando equilibrar a necessidade de adaptação às condições de mercado com a manutenção de seus compromissos financeiros.
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