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Bambu se destaca como alternativa sustentável em setores industriais e alimentares no Brasil

O Brasil pode ver um crescimento de 8,6% na produção de bambu até 2034, destacando-se como alternativa ao eucalipto.

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O bambu, que já é usado no Brasil para artesanato, está se tornando uma opção importante para a indústria e alimentação, substituindo o eucalipto em algumas áreas. Estudos mostram que a produção de bambu pode crescer 8,6% ao ano até 2034, com destaque para a participação de pequenos agricultores em projetos sustentáveis. O Brasil possui cerca de 5,26 milhões de hectares de bambuzais, com o Acre sendo o maior produtor. Outros estados, como Maranhão, Paraíba e São Paulo, também cultivam bambu para diferentes finalidades, como geração de energia e produção de papel. O bambu é uma fonte renovável, já que pode ser colhido sem a necessidade de replantio por até 30 anos. Pequenos agricultores estão se destacando, como Ângelo Pedrotti, que cultiva bambu gigante no Rio Grande do Sul, e João Luiz Veiga Silva Filho, que trabalha com várias espécies no Paraná. Em Mambucaba, no Rio de Janeiro, Danilo Candia utiliza bambu em projetos de construção, focando na agricultura familiar e em parcerias com empresas.

O bambu, tradicionalmente utilizado no Brasil para artesanato, está se destacando como uma alternativa industrial e alimentar. Estudos indicam que a produção da planta pode crescer 8,6% ao ano até 2034. O Acre é o estado que lidera a produção nacional, com cultivos também em Maranhão, Paraíba, Pernambuco, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Paraná.

A planta está sendo utilizada para diversas finalidades, como geração de energia, sistemas de integração floresta-lavoura-pecuária, indústria têxtil e até na gastronomia. O Brasil possui cerca de 5,26 milhões de hectares de bambuzais, entre nativos e plantados. O clima e a vegetação nativa do país favorecem a produção, tornando-a competitiva em relação a grandes produtores como China e Índia.

Hans Jürgen Kleine, da Associação Catarinense do Bambu, destaca que o bambu é uma fonte renovável, pois se renova por até 30 anos após a colheita, eliminando a necessidade de novo plantio. A produção é majoritariamente realizada por pequenos agricultores, como Ângelo Pedrotti, que cultiva 13 hectares de bambu gigante no Rio Grande do Sul.

Em Mambucaba, no Rio de Janeiro, Danilo Candia colhe e trata o bambu, focando em projetos de edificações. Juliana Cortez Barbosa, presidente da Associação Brasileira de Bambu, ressalta a importância da agricultura familiar, mencionando que a venda de produtos de bambu pode gerar renda equivalente à de culturas tradicionais, como o tomate.

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