Henrique Machado, ex-diretor da Comissão de Valores Mobiliários, se tornou advogado do Banco Master após deixar a CVM, onde permitiu um acordo para encerrar um caso de fraudes com R$ 49 milhões em debêntures. Ele atuou na CVM de julho de 2016 a dezembro de 2020 e, em julho de 2021, se juntou ao Warde Advogados, que começou a representar o banco. Desde junho de 2022, participou de 59 reuniões sobre processos do Master, incluindo 21 que tratavam de questões que ele mesmo havia analisado na CVM. Em dezembro de 2020, Machado aceitou um termo de compromisso do banco, que desviou recursos que deveriam ser usados para financiamentos imobiliários. Apesar de alertas sobre conflitos de interesse, ele ignorou as recomendações e aceitou o acordo. Os técnicos da CVM já haviam indicado que o banco não havia devolvido R$ 51 milhões exigidos anteriormente, e mesmo após o acordo, o dinheiro não foi restituído aos investidores. Após deixar a CVM, Machado teve um período de quarentena de seis meses antes de ser contratado pelo Warde Advogados, que afirmou seguir as normas de conflito de interesse. O Banco Master não explicou por que os R$ 51 milhões ainda não foram devolvidos.
O ex-diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Henrique Machado, tornou-se advogado do Banco Master após deixar a autarquia, onde foi responsável por um voto que permitiu um acordo para encerrar um processo de fraudes envolvendo R$ 49 milhões em debêntures. As informações foram obtidas por meio da Lei de Acesso à Informação.
Machado, que atuou na CVM entre julho de 2016 e dezembro de 2020, se tornou sócio do Warde Advogados em julho de 2021, período em que o escritório começou a representar o Master. Desde junho de 2022, ele participou de 59 reuniões relacionadas a processos do banco, sendo 21 delas diretamente ligadas ao Master. Algumas dessas reuniões abordaram processos que ele mesmo havia analisado na CVM.
Em dezembro de 2020, Machado deu um voto decisivo para aceitar um termo de compromisso do Master, que era acusado de desviar recursos captados com a venda de debêntures. O dinheiro, que deveria ser destinado a financiamentos imobiliários, foi desviado para fundos controlados por diretores do banco. Apesar de alertas técnicos sobre conflitos de interesse e irregularidades, Machado ignorou as recomendações e aceitou o acordo.
Os técnicos da CVM já haviam apontado que o Master não havia devolvido os R$ 51 milhões exigidos anteriormente. Mesmo após o acordo, o dinheiro não foi restituído aos investidores. O parecer técnico indicava que os diretores do banco continuaram a utilizar artifícios para obter vantagens ilícitas.
Após sua saída da CVM, Machado cumpriu um período de quarentena de seis meses antes de ser contratado pelo Warde Advogados. O escritório afirmou que a contratação seguiu as normas de conflito de interesse estabelecidas pela legislação. O Banco Master, por sua vez, não esclareceu por que os R$ 51 milhões ainda não foram devolvidos.
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