Javier Milei, presidente da Argentina, causou polêmica ao elogiar sonegadores em uma entrevista, chamando-os de “astutos” e criticando os que pagam impostos. Ele disse que quem não consegue evitar o pagamento de impostos não tem talento ou coragem e que o governo não recompensa esses contribuintes. Milei comparou os sonegadores a cubanos que fogem de Fidel Castro e defendeu um projeto que legaliza dólares não declarados, sem investigar a origem do dinheiro, o que gerou preocupações sobre a legalização de dinheiro de atividades ilegais. Ele acredita que entre 200 bilhões e 400 bilhões de dólares estão fora do sistema financeiro argentino e que esse dinheiro pode ajudar a economia do país. Na terça-feira, Milei reafirmou seu compromisso com as reformas que está implementando, se considerando o presidente mais reformista desde Carlos Menem.
O presidente da Argentina, Javier Milei, gerou controvérsia ao elogiar sonegadores durante uma entrevista ao jornalista Antonio Laje, no programa “Otra Mañana”, da A24. Milei afirmou que aqueles que conseguem evitar o pagamento de impostos são “astutos” e criticou o termo “contribuinte”, considerando-o “ofensivo”.
Durante a conversa, o presidente sugeriu que os cidadãos que pagam impostos não têm a habilidade de contornar o sistema e que o governo não tem intenção de recompensá-los. “Talvez eles não tenham talento ou coragem para sair do sistema”, disse Milei, insinuando que a sonegação poderia até levar a uma redução da corrupção política.
Milei também comparou os sonegadores a cubanos que fogem do regime de Fidel Castro, ressaltando que muitos argentinos mantêm dólares fora do sistema para escapar de impostos e do controle estatal. Ele defendeu um projeto que permitirá a legalização de dólares não declarados, sem questionar a origem desses fundos, o que gerou críticas sobre a possibilidade de legalização de dinheiro proveniente de atividades ilícitas.
O presidente argumentou que questões econômicas devem ser tratadas de forma econômica e não legal, e que o governo está colaborando com várias instituições para preparar o anúncio dessa nova medida. Estima-se que entre US$ 200 bilhões e US$ 400 bilhões estejam escondidos fora do sistema financeiro argentino, e Milei acredita que esse capital pode impulsionar a economia do país.
Na terça-feira (20), Milei reafirmou seu compromisso com as reformas que seu governo está implementando, considerando-se o presidente mais reformista desde Carlos Menem (1989-1999).
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