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FMI pressiona EUA por ajuste fiscal diante de promessas de cortes de impostos

Dívida dos EUA atinge 98% do PIB, enquanto FMI alerta para necessidade de redução fiscal após rebaixamento de crédito pela Moody's.

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Os Estados Unidos estão enfrentando altos déficits fiscais, com a dívida nacional chegando a 98% do PIB, um aumento em relação a 73% há dez anos. Gita Gopinath, do FMI, alertou que é preciso uma política fiscal para reduzir essa dívida, especialmente após o rebaixamento da nota de crédito dos EUA pela Moody’s. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, culpou a administração Biden pelo rebaixamento e prometeu reduzir o déficit fiscal para 3% até o final do mandato de Trump. Embora o FMI preveja uma queda no déficit, isso não leva em conta a proposta de cortes de impostos em discussão no Congresso, que poderia aumentar os déficits de 6,4% para 9% até 2035. Gopinath destacou a urgência de uma política fiscal que busque a sustentabilidade econômica a longo prazo.

Os Estados Unidos enfrentam déficits fiscais elevados, com a dívida nacional alcançando 98% do PIB, um aumento significativo em relação a 73% há uma década. Gita Gopinath, do FMI, alertou sobre a necessidade de uma política fiscal que busque reduzir essa relação, especialmente após o rebaixamento da nota de crédito dos EUA pela Moody’s.

Em entrevista ao Financial Times, Gopinath enfatizou que a dívida dos EUA está “em constante crescimento”. O rebaixamento da nota de crédito, que agora não possui mais o selo máximo de triplo A, ocorreu em meio a promessas do presidente Donald Trump de estender cortes de impostos implementados em 2017. A administração Trump argumenta que esses cortes, junto com uma maior desregulamentação, estimularão o crescimento econômico e, consequentemente, reduzirão a relação entre dívida e PIB.

Entretanto, analistas do mercado financeiro não compartilham dessa visão otimista. A Moody’s indicou que a proposta de Trump para manter os cortes de impostos poderia aumentar os déficits orçamentários dos EUA de 6,4% para 9% até 2035. Trump está pressionando os republicanos na Câmara dos Representantes a apoiarem a legislação, alertando que a falta de apoio resultaria em aumento de impostos para os eleitores.

Reação do Tesouro

O secretário do Tesouro, Scott Bessent, atribuiu o rebaixamento da Moody’s à administração Biden, afirmando que o governo está comprometido em reduzir gastos e impulsionar o crescimento econômico. Ele já havia declarado que pretende reduzir o déficit fiscal para 3% até o final do mandato de Trump. Embora o FMI tenha projetado uma queda no déficit fiscal dos EUA para este ano, essas previsões não consideram a proposta tributária em tramitação no Congresso.

Gopinath destacou que Bessent fez um “chamado claro” para a redução dos déficits fiscais, reforçando a urgência de uma política fiscal que busque a sustentabilidade econômica a longo prazo.

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