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Brasil aumenta exportações para os EUA, mas tarifas geram incertezas econômicas

Comércio Brasil-EUA cresce 9,4% em 2024, mas tarifas elevadas geram incertezas. Oportunidades emergem em novos mercados, apesar do déficit.

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O comércio entre Brasil e Estados Unidos chegou a 27,2 bilhões de dólares até abril de 2024, com um aumento de 9,4% em relação ao ano passado. O Brasil exportou 13,1 bilhões de dólares e importou 14,1 bilhões, resultando em um déficit de 1 bilhão. Em abril, as exportações brasileiras cresceram 21,9% em comparação com abril de 2023, com destaque para carne bovina e suco de laranja. Apesar das tarifas sobre produtos como aço e alumínio, 70% das exportações brasileiras para os EUA são de 51 itens industriais, como aviões. A economista Carla Beni afirma que o comportamento dos importadores será importante para entender o impacto das tarifas. O Brasil pode se beneficiar de mudanças nas relações comerciais entre China e EUA, com oportunidades em setores como móveis e eletrônicos, embora enfrente concorrência de outros países. A secretária de Comércio Exterior, Tatiana Lacerda Prazeres, informou que 10 mil empresas brasileiras estão exportando para os EUA, o maior número em 200 anos de relações comerciais, e há otimismo nas negociações, mesmo com tarifas de 10% sobre as importações.

A corrente de comércio entre Brasil e Estados Unidos atingiu US$ 27,2 bilhões no acumulado até abril de 2024, representando um crescimento de 9,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. As exportações brasileiras somaram US$ 13,1 bilhões, enquanto as importações foram de US$ 14,1 bilhões, resultando em um saldo negativo de US$ 1 bilhão. Os dados são do Monitor do Comércio Brasil-EUA, da Amcham.

Em abril, as exportações brasileiras para os EUA cresceram 21,9% em comparação ao mesmo mês de 2023, destacando-se produtos como carne bovina, suco de laranja, aeronaves e café torrado. A Câmara de Comércio Americana observa que os dados ainda não refletem completamente os impactos das tarifas recentes impostas pelos Estados Unidos.

Impactos das Tarifas

As tarifas elevadas sobre produtos como aço e alumínio, implementadas anteriormente, têm gerado preocupações sobre o futuro das exportações brasileiras. Apesar disso, a Amcham ressalta que 70% das exportações do Brasil para os EUA são compostas por 51 itens industriais, como aviões e máquinas. A relação comercial entre os dois países continua a ser vital, mesmo diante de um déficit comercial que perdura há 15 anos.

A economista Carla Beni, da Fundação Getulio Vargas, destaca que o comportamento dos importadores será crucial para entender o impacto das tarifas. Se os custos forem repassados aos consumidores, as exportações podem ser menos afetadas.

Oportunidades e Desafios

O comércio bilateral pode se beneficiar de mudanças nas dinâmicas comerciais entre China e EUA. Especialistas apontam que o Brasil tem potencial para explorar novos mercados, especialmente em setores como mobiliário e eletrônicos, embora enfrente concorrência de países como México e nações do Sudeste Asiático.

Tatiana Lacerda Prazeres, secretária de Comércio Exterior, informa que 10 mil empresas brasileiras estão exportando para os EUA, o maior número em 200 anos de relações comerciais. Apesar das tarifas de 10% sobre importações brasileiras, há otimismo nas negociações comerciais, com expectativa de que as exportações mantenham uma participação de 18%.

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