O governo brasileiro anunciou um aumento no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para compras no exterior, que agora será de 3,5% para transações feitas com cartões de crédito e débito, além de cartões pré-pagos e cheques de viagem. Essa mudança, que reverte a redução anterior de 3,38%, foi divulgada para ajudar a equilibrar as contas públicas até 2025. O aumento também se aplicará a quem compra moeda estrangeira em contas internacionais. A expectativa é que essa medida gere uma arrecadação de R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que isso afetará diretamente as pessoas que fazem transações internacionais, e especialistas alertam que o custo dessas operações pode aumentar. Além disso, o IOF sobre empréstimos externos de até 364 dias também subirá para 3,5%. Após o anúncio, o mercado financeiro reagiu, com a taxa do dólar subindo para R$ 5,5954 e o Ibovespa apresentando leve queda. Historicamente, o IOF foi zerado em compras internacionais entre 2011 e 2013 para estimular o uso de cartões pré-pagos, mas o aumento atual pode desestimular compras no exterior.
O governo brasileiro anunciou um aumento no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para transações internacionais. A nova alíquota de 3,5% se aplica a compras realizadas com cartões de crédito e débito no exterior, além de cartões pré-pagos e cheques de viagem. A medida, divulgada nesta quinta-feira, visa ajudar a equilibrar as contas públicas até 2025.
Desde janeiro, o IOF sobre essas transações era de 3,38%. Agora, quem possui conta internacional e compra moeda estrangeira também enfrentará o aumento. A decisão contrasta com a proposta do governo anterior, que planejava eliminar a cobrança do IOF até 2029 como parte da estratégia para a adesão do Brasil à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Impactos Econômicos
O novo aumento do IOF pode gerar uma arrecadação estimada de R$ 20,5 bilhões em 2025 e R$ 41 bilhões em 2026. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, confirmou que a mudança afetará diretamente as pessoas físicas que realizam transações internacionais. Especialistas alertam que o aumento pode encarecer operações financeiras e impactar o custo final para o consumidor.
Além disso, o IOF sobre empréstimos externos de até 364 dias também será elevado para 3,5%. A medida já provocou reações no mercado financeiro, com a taxa do dólar atingindo R$ 5,5954. O Ibovespa, por sua vez, apresentou uma leve queda após o anúncio.
Contexto Histórico
Historicamente, o IOF foi zerado em compras internacionais com cartões pré-pagos entre 2011 e 2013, com o objetivo de estimular esse meio de pagamento. A função do IOF é arrecadar recursos para o governo, mas também atua como um regulador econômico, influenciando comportamentos de consumo e crédito. O aumento atual pode, portanto, desestimular a realização de compras no exterior.
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