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Farinhas de longa fermentação atraem novos padeiros e pizzaiolos ao mercado

A especialização das farinhas de trigo no Brasil avança com produtos para fermentação longa, refletindo qualidade e inovação no setor.

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A farinha de trigo no Brasil mudou bastante nas últimas décadas. Com a abertura das importações nos anos 1990, marcas internacionais chegaram ao país e ajudaram a modernizar os moinhos. Hoje, existem farinhas especializadas, como as feitas para pães e pizzas de longa fermentação. Profissionais e amadores discutem suas características em fóruns e aulas online. O moinho Anaconda lançou a primeira farinha especial para pizza em 2000, e em 2017 surgiram produtos para fermentação longa. Moinhos como a Nita Alimentos estão ampliando suas ofertas, focando na qualidade do trigo, sendo que metade do trigo consumido no Brasil é importado, principalmente da Argentina. Entusiastas da panificação defendem a qualidade do trigo nacional, que permite a produção local sem depender de importações. Para garantir a qualidade, os moinhos estão investindo em laudos detalhados que mostram as características das farinhas. Esses laudos ajudam os profissionais a entender como usar as farinhas em suas receitas. A força da farinha, medida pelo valor W, é importante para fazer pães e pizzas, com farinhas entre 220 e 280 sendo as mais indicadas. O mercado de farinhas de trigo no Brasil está se modernizando e se comprometendo com a qualidade, beneficiando tanto os profissionais quanto os consumidores.

A farinha de trigo no Brasil passou por uma transformação significativa nas últimas décadas. Com a abertura às importações na década de 1990, o mercado nacional viu a chegada de marcas internacionais, o que impulsionou a modernização dos moinhos locais. Hoje, a especialização das farinhas é notável, com produtos específicos para pães e pizzas de longa fermentação.

Atualmente, fóruns online e aulas virtuais reúnem profissionais e amadores para discutir as características técnicas das farinhas. O italiano Raffaele Mostaccioli, da rede de pizzarias Bráz, afirma que “não há farinha boa ou ruim”, enfatizando que o que importa é o resultado desejado. A diversificação começou com a primeira farinha especial para pizza, lançada em 2000 pelo moinho Anaconda, e se expandiu com a introdução de produtos para fermentação longa em 2017.

Investimentos e Qualidade

Moinhos como a Nita Alimentos têm ampliado seu portfólio desde 2020, oferecendo farinhas para fermentação natural e técnicas francesas. Jorge Gondim, diretor da Nita, destaca que a qualidade do trigo é fundamental, com 50% do grão consumido no Brasil sendo importado, principalmente da Argentina. Ele também menciona o potencial do trigo cultivado no Cerrado brasileiro.

Entusiastas como Rogério Shimura, da escola de panificação Levain, defendem as farinhas nacionais. Segundo ele, a qualidade do trigo brasileiro é excelente, permitindo que padeiros de diversas regiões utilizem produtos locais sem depender de importações.

Laudos e Transparência

Para garantir a qualidade, os moinhos estão investindo em transparência. Laudos detalhados, que indicam características físico-químicas das farinhas, são essenciais. Ana Caltabiano, responsável pelos pães do Mag Market, optou pela marca Trigo de Origem, que disponibiliza um QR code na embalagem para acesso ao laudo do produto.

Esses laudos ajudam os profissionais a entender variações e adaptar receitas. A força da farinha, indicada pelo valor W, é crucial para a produção de pães e pizzas, com farinhas entre 220 e 280 sendo ideais para esses fins. A evolução do mercado de farinhas de trigo no Brasil reflete um compromisso com a qualidade e a inovação, beneficiando tanto profissionais quanto consumidores.

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