A disputa pela Eldorado Brasil Celulose, que começou em 2017 entre o grupo J&F e a Paper Excellence, chegou ao fim. Recentemente, as empresas assinaram um acordo onde a J&F pagará R$ 15 bilhões para comprar todas as ações da Eldorado, encerrando uma longa batalha judicial. O conflito começou em 2018, após desentendimentos sobre o pagamento das ações, quando a J&F vendeu 49,41% da Eldorado para a Paper, com um compromisso de transferir o controle total um ano depois. O novo acordo encerra todas as ações judiciais em andamento, tanto no Brasil quanto no exterior. A Paper Excellence, que pagou cerca de R$ 3,8 bilhões pela participação inicial, agora terá um retorno significativo, equivalente a 10 vezes o Ebitda da Eldorado projetado para 2024. Durante os sete anos de disputa, as empresas enfrentaram muitos processos e gastos altos com advogados. A assinatura do acordo marca o fim de um capítulo complicado na história empresarial do Brasil, que também levantou questões sobre a posse de terras por estrangeiros no país.
A disputa pela Eldorado Brasil Celulose, que começou em 2017 entre o grupo brasileiro J&F e a indonésia Paper Excellence, chegou ao fim. Na quinta-feira, 15, as empresas assinaram um acordo de paz, com a J&F pagando R$ 15 bilhões para adquirir a totalidade das ações da Eldorado, encerrando uma das maiores batalhas corporativas do Brasil.
O conflito teve início em 2018, após desentendimentos sobre o pagamento das ações. A J&F havia vendido 49,41% da Eldorado para a Paper, comprometendo-se a transferir o controle total após um ano. A transação, que deveria custar R$ 15 bilhões, envolvia também a quitação de dívidas. O acordo recente encerra todas as ações judiciais e arbitrais em curso, tanto no Brasil quanto no exterior.
A Paper Excellence, que pagou US$ 1,1 bilhão (cerca de R$ 3,8 bilhões) pela participação inicial, agora recebe um retorno significativo, equivalente a 10 vezes o Ebitda da Eldorado projetado para 2024. A disputa não apenas envolveu valores bilionários, mas também atraiu a atenção de diversos advogados renomados e debates sobre a legislação de terras no Brasil.
Durante os sete anos de conflito, as partes enfrentaram uma série de processos, liminares e intervenções de órgãos reguladores. A Paper chegou a estimar gastos de R$ 300 milhões com advogados, enquanto a J&F não divulgou seus custos. A batalha legal incluiu figuras proeminentes, como o advogado Cristiano Zanin, atualmente ministro do STF, e o ex-presidente Michel Temer.
A assinatura do acordo representa um desfecho para um capítulo conturbado da história empresarial brasileira, que envolveu não apenas questões financeiras, mas também debates sobre a posse de terras por estrangeiros no Brasil.
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