Os moradores do bairro Genebra, em Sorocaba (SP), estão preocupados com a instalação de um pedágio na rodovia Raposo Tavares, que começará a ser cobrado em abril de 2026. O governo do estado afirmou que os moradores não pagarão para entrar ou sair do bairro, mas não explicou como isso funcionará. O bairro é isolado e os moradores dependem da rodovia para acessar serviços básicos, como escolas e mercados. A instalação do pedágio pode aumentar os custos para as famílias, que já enfrentam dificuldades financeiras. Moradores como Vivian e Zenilda expressaram preocupação com os gastos extras que terão que arcar. A prefeitura de Sorocaba disse que a responsabilidade pela instalação é do governo estadual e que está disposta a ajudar a melhorar a qualidade de vida na região. A Artesp, agência responsável, confirmou que os moradores não pagarão tarifa, mas não deu detalhes. O sistema de pedágio será do tipo “free flow”, onde os motoristas não precisam parar, e a cobrança será feita automaticamente.
Os moradores do bairro Genebra, em Sorocaba (SP), estão preocupados com a instalação de um pedágio no sistema “free flow” na rodovia Raposo Tavares, prevista para entrar em operação em abril de 2026. O governo do estado garantiu que os residentes não pagarão tarifa para acessar ou sair do bairro, mas não forneceu detalhes sobre como isso será implementado.
A rodovia é o único acesso ao centro da cidade, e a cobrança pode impactar a economia local e o transporte dos moradores. O bairro, que possui uma população de perfil humilde, enfrenta problemas de infraestrutura, como saneamento básico e transporte público precário. Os moradores dependem de veículos próprios para atividades cotidianas, como ir ao mercado ou levar os filhos à escola.
A autônoma Vivian Munhoz, que vive no bairro há mais de uma década, expressou sua preocupação com os custos adicionais que a cobrança do pedágio pode trazer. Ela estima que, mesmo com uma tarifa mínima, sua família terá um gasto extra de pelo menos R$ 100,00 por mês, considerando apenas as idas à escola e terapias de seus filhos.
Comerciantes locais também temem os efeitos da cobrança. Cleiton Aparecido Alves, que possui uma mercearia na região, afirmou que os preços dos produtos terão que ser reajustados, afetando os moradores que já vivem com um salário mínimo. Maria Zenilda Cardoso, que realiza entregas e serviços de saúde, destacou que não poderá arcar com mais esse custo no orçamento familiar.
A prefeitura de Sorocaba informou que a responsabilidade pela instalação do pedágio é do governo estadual, mas está disposta a colaborar para melhorar a qualidade de vida da população local. Em relação à infraestrutura do bairro, a prefeitura afirmou que as redes de água estão implantadas, mas a de esgoto ainda está em estudo.
A Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) reiterou que os moradores do bairro não pagarão tarifa para acessar suas residências. O sistema de pedágio “free flow” permitirá que motoristas passem sem reduzir a velocidade, com cobrança automática via câmeras. O início da cobrança está condicionado ao cumprimento de exigências contratuais.
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