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Argentina enfrenta aumento de preços e se torna tão cara quanto Dubai

Argentina se torna um dos países mais caros da América do Sul, enquanto popularidade do presidente Javier Milei se mantém alta.

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Em 2023, a Argentina se tornou um dos países mais caros da América do Sul, mudando de um destino acessível para turistas a um lugar com alto custo de vida. Chilenos, brasileiros e uruguaios, que antes aproveitavam os preços baixos, agora consideram o Chile como um lugar para compras. O presidente Javier Milei, que tem uma popularidade entre 40% e 48%, implementou um plano que melhorou alguns indicadores econômicos e reduziu a inflação, mas a vida continua cara, especialmente para a classe média. Um estudo mostrou que 76% dos argentinos estão indo menos a bares e restaurantes. O custo de um jantar para duas pessoas aumentou de 25 para 50 dólares, e encher um carrinho de supermercado custa 557 dólares, apenas um pouco menos que no Uruguai. Os preços de serviços públicos e planos de saúde subiram bastante. Um capuccino em Buenos Aires custa entre 4 e 6 dólares, e alugar um apartamento em Palermo pode chegar a 1.200 dólares. Apesar disso, as vendas em farmácias aumentaram 13% em abril em comparação ao ano anterior, e há uma expectativa de crescimento de 4% a 5% para o ano, após uma queda de 14% em 2022, com a normalização do câmbio e o acesso a dólares guardados trazendo esperança para os argentinos.

Em 2023, a Argentina passou de um destino acessível para turistas a um dos países mais caros da América do Sul. Chilenos, brasileiros e uruguaios, que antes aproveitavam os preços baixos, agora veem o Chile como um “shopping center” para os argentinos, segundo Osvaldo Del Río, diretor da Scentia.

O presidente Javier Milei, que mantém uma popularidade entre 40% e 48%, implementou um plano de ajuste que melhorou indicadores econômicos e reduziu a inflação. Contudo, o custo de vida permanece elevado, especialmente para a classe média. Dados do jornal Âmbito Financeiro revelam que 76% dos argentinos diminuíram suas visitas a bares e restaurantes nos últimos meses.

Antes da chegada de Milei, os argentinos gastavam cerca de metade do que gastam atualmente em dólares. Tito Nolazco, gerente da Prospectiva, relata que o custo de um jantar para dois subiu de US$ 25 para US$ 50. A situação é semelhante em outros setores: encher um carrinho de supermercado custa US$ 557, superado apenas pelo Uruguai.

Os aumentos mais significativos foram nas tarifas de serviços públicos e planos de saúde. Leonardo Politi, pequeno empresário, afirma que cortou gastos e deixou de viajar para o exterior. Um capuccino em Buenos Aires custa entre US$ 4 e US$ 6, e alugar um apartamento em bairros como Palermo pode chegar a US$ 1.200.

Apesar dos desafios, há sinais de recuperação no consumo. Em abril, as vendas em farmácias aumentaram 13% em relação ao ano anterior. Del Río prevê um saldo positivo de 4% a 5% para o ano, após uma queda de 14% em 2022. A normalização do câmbio e a liberação do acesso a dólares guardados são vistas como medidas que trazem esperança aos argentinos.

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