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COP30 destaca financiamento para a natureza como legado essencial para o futuro

II Fórum de Finanças Climáticas e de Natureza em Belém discute captação de US$ 1,3 trilhão anuais e apresenta o Fundo Florestas Tropicais para Sempre.

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O II Fórum de Finanças Climáticas e de Natureza começou em Belém, destacando a importância do financiamento para o desenvolvimento sustentável, especialmente com a COP30 se aproximando. Ana Toni, diretora do evento, afirmou que é necessário arrecadar US$ 1,3 trilhão por ano para combater as mudanças climáticas. Ela ressaltou que, sem esse dinheiro, os países em desenvolvimento não conseguirão reduzir suas emissões de carbono. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi designado para buscar apoio de outros ministros para um relatório sobre essa mobilização financeira. O empresário Dan Ioschpe, que é um dos líderes da COP30, falou sobre o potencial do Brasil em gerar créditos de carbono, que podem trazer recursos significativos. Um dos modelos de financiamento discutidos é o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que busca captar US$ 125 bilhões para ajudar na preservação das florestas. André Aquino, do Ministério do Meio Ambiente, disse que o ministério está trabalhando para mobilizar recursos e que o fundo tem atraído interesse global. Recentemente, o Senado aprovou um projeto que muda as regras de licenciamento ambiental, gerando polêmica entre ambientalistas e o agronegócio, com o ministério se opondo à proposta.

O II Fórum de Finanças Climáticas e de Natureza teve início em Belém, destacando a relevância da arquitetura financeira global para o desenvolvimento sustentável, especialmente com a COP30 se aproximando. Ana Toni, diretora-executiva do evento, ressaltou a necessidade de arrecadar US$ 1,3 trilhão anuais para mitigar as mudanças climáticas.

Durante a abertura, Toni afirmou que o evento é uma oportunidade única para criar um legado de instrumentos econômicos voltados para a natureza. Ela enfatizou que sem o financiamento adequado, os países em desenvolvimento não conseguirão contribuir efetivamente para a redução das emissões de carbono. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, foi encarregado de buscar apoio de outros ministros para elaborar um relatório sobre essa mobilização financeira.

O empresário Dan Ioschpe, escolhido como campeão de Alto Nível do Clima da COP30, também abordou a importância do financiamento climático. Ele destacou o potencial do Brasil na geração de créditos de carbono, que pode trazer significativos aportes financeiros ao país. Ioschpe pediu que projetos sejam apresentados para avaliação de viabilidade de financiamento.

Fundo Florestas Tropicais para Sempre

Um dos modelos de financiamento discutidos é o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFF), que visa complementar os fundos nacionais, como o Fundo Amazônia. O TFF, em fase avançada de discussão, pretende captar US$ 125 bilhões por meio de investimentos, incluindo recursos de países patrocinadores e do mercado.

André Aquino, assessor especial do Ministério do Meio Ambiente, afirmou que o ministério está empenhado em mobilizar recursos para a natureza e que o TFF tem atraído interesse global. Ele mencionou que o objetivo é criar um fluxo de pagamento permanente para os países tropicais, baseado na preservação de suas florestas.

O cenário político também influencia as discussões. O Senado aprovou recentemente um projeto que altera as regras de licenciamento ambiental, gerando controvérsia entre ambientalistas e representantes do agronegócio. O Ministério do Meio Ambiente se posicionou contra a proposta, alegando que ela viola a Constituição.

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