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Fundos imobiliários adotam desdobramento de cotas para aumentar liquidez e acessibilidade

Fundos imobiliários como ALZR11 e RBVA11 desdobram cotas para aumentar acessibilidade e liquidez, atraindo novos investidores.

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Recentemente, alguns fundos imobiliários, como ALZR11, RBVA11, HFOF11 e HGBS11, decidiram desdobrar suas cotas. Essa mudança visa tornar as cotas mais baratas e acessíveis, o que pode atrair mais investidores e aumentar a liquidez no mercado. André Freitas, da Hedge Investments, explicou que a decisão foi tomada após pedidos de investidores, já que muitos fundos operam com cotas mais baixas. Ele destacou que, com cotas mais caras, como a do HGBS11, é difícil reinvestir dividendos. O desdobramento também facilita a entrada de investidores institucionais, que buscam liquidez. Apesar disso, Freitas alertou que as altas taxas de juros ainda são um desafio para o setor. Em 2023, o volume médio diário negociado caiu em relação a anos anteriores, refletindo a migração dos investidores para produtos mais seguros, como a renda fixa. Há, no entanto, uma expectativa de que a situação melhore se a inflação cair e os juros forem reduzidos, o que poderia atrair novamente investidores institucionais.

Fundos imobiliários adotam desdobramentos de cotas para aumentar acessibilidade e liquidez

Nos últimos dias, fundos imobiliários como ALZR11, RBVA11, HFOF11 e HGBS11 implementaram a estratégia de desdobrar suas cotas. O objetivo é reduzir o valor unitário das cotas na B3, tornando os investimentos mais acessíveis e aumentando a liquidez no mercado secundário. André Freitas, sócio da Hedge Investments, comentou que a gestora decidiu seguir essa tendência após pedidos frequentes de investidores.

Freitas destacou que muitos fundos já operam na base 10, enquanto o fundo da Hedge ainda estava na base mil, com cotas a R$ 2 mil. Ele explicou que a mudança facilita o reinvestimento de dividendos, uma demanda comum entre os cotistas. “Quando a cota é muito cara, como no caso do Brasil Shopping, que custa R$ 200 e distribui R$ 1,60, é difícil reinvestir com flexibilidade”, afirmou.

Atração de investidores

A nova estrutura também favorece a entrada de investidores institucionais e ETFs, que priorizam a liquidez. Freitas observou um aumento significativo no número de negócios desde a mudança, mesmo com o volume financeiro estável. Ele alertou, no entanto, que a alta taxa de juros continua sendo um desafio para o setor. Em 2023, o volume médio diário negociado foi de R$ 339 milhões, caindo para R$ 317 milhões neste ano.

Alexandre Rodrigues, sócio da Rio Bravo e gestor do RBVA11, ressaltou que o desdobramento das cotas está ligado à popularização dos fundos imobiliários. “A quebra do valor por cota permite entradas com tickets menores, tornando o fundo mais acessível para o investidor pessoa física”, disse. Ele acrescentou que a nova base permite maior diversificação com recursos limitados.

Expectativas para o futuro

Apesar do cenário desafiador, há otimismo em relação a uma possível melhora macroeconômica no segundo semestre. Freitas projetou que, com sinais de queda na inflação, pode haver uma redução nas taxas de juros, criando um ambiente favorável para o retorno de investidores institucionais. Dados da ANBIMA indicam que, em 2024, os fundos multimercados registraram resgates de R$ 357 bilhões, enquanto a renda fixa se destacou com captação de R$ 243 bilhões.

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