O governo aumentou as alíquotas do IOF para tentar equilibrar as contas públicas, enquanto a taxa Selic está em 14,75% ao ano. Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, criticou essa decisão, dizendo que o aumento do IOF tornará o crédito mais caro e dificultará o acesso ao financiamento. Ele pediu uma redução gradual da Selic e elogiou o trabalho do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, destacando a importância de seguir o arcabouço fiscal. Mercadante também anunciou que os financiamentos do programa Nova Indústria Brasil vão aumentar para R$ 300 bilhões, superando a previsão inicial de R$ 259 bilhões até 2026, com R$ 205 bilhões já liberados. Ele sugeriu aumentar impostos sobre apostas para ajudar a compensar a arrecadação afetada pela alta do IOF e para facilitar o acesso ao crédito, visando estimular a economia.
A elevação das alíquotas do IOF, anunciada na semana passada, visa equilibrar as contas públicas em um cenário de alta da Selic, atualmente em 14,75% ao ano. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, criticou essa medida, afirmando que ela tornará o crédito mais caro e terá efeitos restritivos na economia.
Durante evento em comemoração ao Dia da Indústria, Mercadante destacou que a alta do IOF dificulta o acesso ao crédito, enquanto a Selic gera dívidas. Ele defendeu uma redução gradual da taxa de juros, afirmando que “é possível buscar mais formas de arrecadação”. O presidente do BNDES também elogiou o trabalho do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ressaltando a importância de cumprir o arcabouço fiscal.
Mercadante enfatizou que a Selic atual é “completamente fora da curva” e que há espaço para uma redução segura e sustentável. Ele também anunciou a ampliação dos financiamentos do programa Nova Indústria Brasil, que agora deve alcançar R$ 300 bilhões. Inicialmente, a previsão era de R$ 259 bilhões até 2026, mas o BNDES já liberou R$ 205 bilhões até o momento.
O presidente do BNDES propôs aumentar impostos sobre as apostas, que, segundo ele, estão corroendo os orçamentos familiares. Essa estratégia visa compensar a arrecadação que será afetada pela alta do IOF e pela necessidade de um crédito mais acessível para fomentar o crescimento econômico.
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