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Antiamericanismo pode gerar prejuízos bilionários para a economia dos EUA

Setor de turismo dos EUA enfrenta crise com previsão de perda de até US$ 90 bilhões, impulsionada por sentimentos antiamericanos e detenções de turistas.

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O turismo nos Estados Unidos está enfrentando uma queda significativa, com perdas que podem chegar a 90 bilhões de dólares. Inicialmente, esperava-se que o setor se recuperasse em 2025, mas fatores como tarifas comerciais, políticas de imigração rigorosas e relatos de detenções de turistas estão afetando essa expectativa. O economista Michael Feroli, do J.P. Morgan, apontou que o sentimento antiamericano pode estar levando turistas a cancelar suas viagens. Dados mostram que os gastos de visitantes estrangeiros devem cair de 181,2 bilhões de dólares em 2024 para 168,7 bilhões em 2025, com uma redução de 5% nos gastos internacionais. O impacto é sentido em companhias aéreas, hotéis e restaurantes, com uma queda de 14% no número de visitantes em março de 2025 em comparação ao ano anterior. Casos de detenções de turistas, como de cidadãos alemães e do Reino Unido, têm gerado preocupações e levado esses países a atualizar suas recomendações de viagem. Empresas como Hilton e Expedia já estão ajustando suas previsões de receitas devido à diminuição da demanda. Cidades como Nova York revisaram suas estimativas de visitantes, reduzindo a previsão de 14,6 milhões para 12,1 milhões. O setor continua em um clima de incerteza, esperando uma recuperação lenta nos próximos anos.

Quando 2025 começou, o setor de turismo dos Estados Unidos tinha grandes expectativas de recuperação, com a previsão de que o número de visitantes internacionais voltasse aos níveis de 2019. No entanto, recentes eventos indicam uma queda acentuada, com perdas potenciais de até US$ 90 bilhões em receitas.

A situação é atribuída a uma combinação de fatores, incluindo tarifas comerciais, políticas de imigração rigorosas e relatos de detenções de turistas. O economista-chefe do J.P. Morgan, Michael Feroli, destacou que o sentimento antiamericano pode estar contribuindo para essa retração. Ele observou que muitos turistas estão cancelando suas viagens ao país em protesto contra as políticas do governo.

Dados do World Travel & Tourism Council (WTTC) apontam que os gastos de visitantes estrangeiros nos EUA devem cair de US$ 181,2 bilhões em 2024 para US$ 168,7 bilhões em 2025. A Tourism Economics prevê uma redução de 5% nos gastos de turistas internacionais, resultando em uma perda de US$ 9 bilhões. Em comparação, em 2019, os visitantes internacionais deixaram mais de US$ 217 bilhões nos Estados Unidos.

Impactos Diretos no Setor

O impacto da diminuição no turismo é sentido em diversos segmentos, como companhias aéreas, hotéis e restaurantes. A US Travel Association relatou que março de 2025 teve 14% menos visitantes estrangeiros em relação ao mesmo mês do ano anterior. O Departamento de Comércio também registrou um aumento de apenas 0,4% no fluxo de visitantes nos primeiros quatro meses de 2025.

Além disso, a detenção de turistas tem gerado preocupações. Casos de visitantes estrangeiros, como dois alemães e uma cidadã do País de Gales, que foram detidos ao tentar entrar nos EUA, têm sido amplamente divulgados. Essas situações levaram países como Alemanha e Reino Unido a atualizar suas recomendações de viagem, alertando sobre a possibilidade de detenção.

Reações do Setor

As empresas do setor turístico já estão ajustando suas previsões. A Hilton e a Expedia reportaram receitas abaixo do esperado, citando a queda na demanda por viagens. A presidente da National Tour Association, Catherine Prather, mencionou que muitos clientes estão cancelando viagens devido à hostilidade na fronteira e à incerteza econômica.

Com a queda no número de turistas, cidades como Nova York e Califórnia já revisaram suas estimativas de visitantes internacionais. A cidade de Nova York, por exemplo, reduziu sua previsão de 14,6 milhões para 12,1 milhões de visitantes. O clima de incerteza continua a afetar o setor, que espera uma recuperação lenta e difícil nos próximos anos.

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