A WEG, uma importante fabricante de motores elétricos em Jaraguá do Sul, é responsável por sustentar cerca de 20% da população local com seus dividendos e participação nos lucros. Recentemente, a empresa enfrentou desafios devido a tarifas de importação dos EUA e à guerra comercial, mas continua confiante em sua capacidade de adaptação e crescimento. A WEG planeja expandir sua produção no México e nos Estados Unidos. A empresa, que tem 64 anos e opera em 17 países, já superou crises econômicas e políticas no passado. O CEO Alberto Kuba considera as tarifas de Trump um erro, mas afirma que a WEG está preparada para lidar com a situação. A empresa já atende um terço da demanda dos EUA por seus produtos e, apesar da volatilidade do mercado, historicamente tem superado o índice da bolsa brasileira. A WEG distribuiu R$ 11,5 bilhões em dividendos desde 2020 e mantém uma cultura de austeridade, com executivos evitando luxos. A produção pode ser aumentada no México e nos EUA, se necessário, mas a empresa mantém seu foco em planos de longo prazo.
A WEG, fabricante de motores elétricos, continua a ser um pilar econômico em Jaraguá do Sul, Santa Catarina, onde cerca de 20% da população depende de seus dividendos e participação nos lucros. A empresa, com 64 anos de história, enfrenta novos desafios devido às tarifas de importação dos Estados Unidos e à guerra comercial, mas mantém planos de expansão na América do Norte.
Recentemente, Elder Stringari, chefe de vendas internacionais da WEG, destacou a resiliência da empresa em meio a crises. Ele começou na WEG como estagiário e agora lidera uma equipe de 2.500 pessoas globalmente. Durante uma visita à sede, Stringari comentou sobre os efeitos das tarifas de importação, afirmando que o Brasil, com suas altas taxas, não tem obtido os resultados esperados. “Se Trump quiser saber se imposto de importação resolve o problema no país, vem aqui no Brasil”, disse.
O CEO da WEG, Alberto Kuba, considerou as tarifas de Trump um “erro fundamental”, mas acredita que a empresa está preparada para enfrentar a situação. A WEG já se adaptou a crises anteriores, como a pandemia de covid-19, atendendo clientes em mercados alternativos. A empresa produz um terço da demanda dos Estados Unidos localmente e planeja aumentar a produção no México e nos EUA, se necessário.
Desempenho e Crescimento
A WEG registrou R$ 7 bilhões em receita no último ano e emprega 47 mil pessoas em todo o mundo, sendo um terço delas em Jaraguá do Sul. A companhia tem parcerias com grandes empresas, como General Motors e BMW. Apesar de uma queda de 17% nas ações em 2023, a WEG superou o índice de referência da bolsa brasileira em períodos anteriores, com um retorno total de 134% nos últimos cinco anos.
A empresa distribuiu R$ 11,5 bilhões em dividendos desde 2020 e mantém uma cultura de austeridade, evitando gastos excessivos. Os executivos da WEG acreditam que essa abordagem ajudará a enfrentar os desafios impostos pela volatilidade do mercado e pelas tarifas comerciais. O diretor financeiro, André Luis Rodrigues, afirmou que a empresa não alterou seu plano estratégico, focando sempre no longo prazo.
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