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Brasil busca expandir mercado de bioinsumos com projeto de exportação inovador

Brasil investe R$ 5,6 milhões no Projeto Bioinsumos, visando expandir exportações e aumentar uso de bioinsumos na safra 2024/2025.

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O agronegócio brasileiro está se tornando mais sustentável, especialmente com o aumento do uso de bioinsumos, que são produtos feitos a partir de microorganismos. O Brasil já é um dos maiores produtores desse tipo de produto no mundo e agora quer expandir suas exportações. Para isso, foi criado o Projeto Bioinsumos do Brasil, com um investimento de R$ 5,6 milhões, que busca aumentar a presença do país no mercado internacional. O uso de bioinsumos cresceu 13% na safra 2024/2025, cobrindo 156 milhões de hectares, o que representa 26% da área plantada no Brasil. O projeto envolve mapeamento de oportunidades em mercados internacionais, participação em feiras e formação de parcerias com cooperativas em países como Estados Unidos, União Europeia e na América Latina. O Brasil já lidera a produção de bioinsumos e a maioria das matérias-primas usadas é nacional, o que é diferente da dependência do país em relação a fertilizantes importados.

O agronegócio brasileiro avança em práticas sustentáveis com o lançamento do Projeto Bioinsumos do Brasil, que conta com um investimento de R$ 5,6 milhões. A iniciativa, promovida pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pela CropLife Brasil, visa aumentar as exportações e a presença do Brasil no mercado internacional.

O uso de bioinsumos, produtos derivados de microorganismos, cresceu 13% na safra 2024/2025, abrangendo 156 milhões de hectares. Esse crescimento reflete a busca por soluções mais sustentáveis em um cenário de crescente preocupação com a produção de alimentos. O Brasil já é um dos principais produtores globais nesse segmento, movimentando cerca de US$ 90 milhões em exportações anuais.

Fases do Projeto

O projeto será desenvolvido em três etapas. A primeira envolve o mapeamento de oportunidades e desafios nos principais mercados internacionais. Em seguida, haverá participação em feiras, como a AgriShow Argentina. Por fim, o foco será na formação de parcerias estratégicas com cooperativas e associações de produtores em países como Estados Unidos, União Europeia e na América Latina.

O presidente da CropLife Brasil, Eduardo Leão, destacou que o Brasil representa mais de um terço do mercado global de bioinsumos, com crescimento superior à média mundial nos últimos anos. O projeto também conta com apoio do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Oportunidades e Desafios

Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Mapa, ressaltou que o mercado de bioinsumos é relativamente novo e apresenta grande potencial de crescimento. Atualmente, a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) possui mais de 100 projetos relacionados a bioinsumos, o que indica um ambiente propício para a expansão.

O Brasil já lidera a produção de bioinsumos, com 90% das matérias-primas utilizadas sendo nacionais. Isso contrasta com a dependência externa de fertilizantes, onde o país é o maior importador global. O uso de bioinsumos está presente em diversas culturas, como soja, milho e cana-de-açúcar, e a expectativa é que essa tendência continue a crescer.

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