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Governo precisa refazer estudo e definir investimento para retomar obras de Angra 3

Governo revisa financiamento de Angra 3 após saída da Eletrobras; novo aporte de R$ 21 bilhões é necessário para retomar obras paralisadas.

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O governo brasileiro está revisando como financiar a usina nuclear Angra 3, após a saída da Eletrobras, que foi privatizada em 2022. A nova quantia necessária para retomar as obras é de R$ 21 bilhões. As obras estavam paradas desde as investigações da Operação Lava Jato. O BNDES tinha um estudo que incluía a Eletrobras como investidora, mas agora, com a saída dela, a ENBPar terá que arcar com todos os custos. O presidente da Eletronuclear, Ricardo Lycurgo, disse que os percentuais de investimento precisam ser reavaliados, já que a Eletrobras não vai mais contribuir com cerca de R$ 800 milhões. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defende a conclusão da usina, lembrando que o governo gasta R$ 200 milhões por ano apenas para manter equipamentos já comprados. O investimento total na usina já passou de R$ 11 bilhões, e parar o projeto pode causar grandes perdas. No entanto, há resistência de outros ministérios, que citam riscos ambientais e altos custos. Um engenheiro destacou que poucos projetos de infraestrutura no Brasil são concluídos no prazo e orçamento. A situação de Angra 3 continua polêmica, e um novo estudo do BNDES é necessário para que o governo tome uma decisão sobre o futuro da usina.

O governo brasileiro está revisando a modelagem financeira da usina nuclear Angra 3, após a saída da Eletrobras, que foi privatizada em 2022. A decisão sobre o novo aporte público necessário para retomar as obras, estimadas em R$ 21 bilhões, é urgente. As obras estavam paralisadas desde as investigações da Operação Lava Jato.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) havia apresentado um estudo que considerava a Eletrobras como investidora, ao lado da ENBPar. Contudo, a falta de consenso entre os ministérios do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) adiou a decisão sobre a continuidade do projeto. Com a saída da Eletrobras, os custos agora recaem totalmente sobre a ENBPar.

Ricardo Lycurgo, presidente da Eletronuclear, afirmou que o estudo anterior previa um aporte de 10% de capital próprio e 90% de dívida. Com a nova configuração, esses percentuais devem ser reavaliados. A Eletrobras, que deveria contribuir com cerca de R$ 800 milhões, não fará mais parte do financiamento. Lycurgo destacou a necessidade de entender as novas premissas do governo para ajustar o projeto.

Desafios e Implicações

A discussão ocorre em um cenário de restrições orçamentárias, com defensores do projeto, como o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, argumentando que a conclusão de Angra 3 é essencial. O ministro ressaltou que o governo gasta cerca de R$ 200 milhões anualmente apenas com a manutenção de equipamentos já adquiridos. O investimento total na usina já ultrapassa R$ 11 bilhões, e a interrupção do projeto pode resultar em perdas significativas para a ENBPar e para a União.

Por outro lado, a resistência ao projeto é forte. Os ministérios da Fazenda e do Meio Ambiente manifestaram oposição, citando riscos ambientais e custos elevados. O engenheiro Jerson Kelman lembrou que apenas 0,5% dos projetos de infraestrutura no Brasil são concluídos dentro do prazo e orçamento. A Articulação Antinuclear Brasileira também criticou a usina, considerando-a obsoleta e arriscada.

A situação de Angra 3 continua a ser um tema polêmico, com a necessidade de um novo estudo do BNDES para que o CNPE possa tomar uma decisão informada sobre o futuro da usina.

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