O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, anunciou que foram criados 257.528 empregos formais em abril, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Apesar desse número positivo, ele alertou que os juros altos podem prejudicar as contratações e a economia. Marinho mencionou que o mercado de trabalho ainda está funcionando, mas os juros elevados estão dificultando algumas atividades. Ele também previu que o total de empregos criados em 2024 será menor do que em 2023, quando foram geradas 965 mil vagas até abril, devido ao alto custo do crédito. O ministro pediu uma revisão da política de juros do Banco Central, destacando a insatisfação dos empresários com a situação. Ele citou ações do governo para ajudar a economia, como a liberação de 12 bilhões de reais do FGTS e investimentos em habitação, mas alertou que essas medidas têm limites e que é preciso estar atento à realidade econômica.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, apresentou nesta quarta-feira, 28, dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que revelam a criação de 257.528 postos formais em abril. Apesar desse resultado positivo, Marinho alertou que os juros elevados podem afetar o ritmo de contratações e a atividade econômica.
Durante a apresentação, o ministro destacou que o mercado de trabalho “continua entregando”, mas enfatizou que o ciclo de juros altos já está travando parte da atividade. Ele afirmou que o saldo acumulado de empregos em 2024 deve ser “um pouquinho menor” que o do ano anterior, quando foram geradas 965 mil vagas até abril. A desaceleração, segundo Marinho, é atribuída ao custo do crédito.
Marinho reiterou a necessidade de uma calibração mais precisa da política monetária do Banco Central, ressaltando que o empresariado está insatisfeito com os altos juros. Ele mencionou que o governo tem adotado medidas para sustentar a economia, como a liberação de 12 bilhões de reais do FGTS e investimentos em programas habitacionais. No entanto, o ministro advertiu que há um limite para essas ações.
“Em algum momento, podemos perder a capacidade de segurar o funcionamento da economia”, alertou Marinho, pedindo que quem monitora a política de juros esteja atento à realidade econômica.
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