A Organização Internacional do Trabalho (OIT) anunciou que espera a criação de 53 milhões de empregos até 2025, mas esse número é 7 milhões menor do que o previsto anteriormente. Essa revisão se deve à desaceleração econômica e às incertezas causadas pela guerra comercial iniciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Um relatório da OIT destaca que as tarifas e tensões geopolíticas estão afetando negativamente as expectativas de crescimento. O Fundo Monetário Internacional (FMI) também reduziu sua previsão de crescimento do PIB global de 3,2% para 2,8% para este ano. Aproximadamente 84 milhões de empregos em 71 países estão ligados à demanda dos consumidores dos EUA, tornando-se vulneráveis às tarifas, especialmente na região da Ásia-Pacífico, que concentra quase 56 milhões desses postos de trabalho. Desde que Trump reassumiu a presidência, as tarifas sobre produtos importados aumentaram, afetando setores como automóveis e aço. A OIT alerta que, em tempos de incerteza, os empregadores podem hesitar em contratar novos funcionários, e o diretor-geral da OIT, Gilbert Houngbo, afirmou que a desaceleração do crescimento econômico global é uma realidade que terá efeitos negativos nos mercados de trabalho em todo o mundo.
A Organização Internacional do Trabalho (OIT) prevê a criação de 53 milhões de empregos até 2025, mas esse número é 7 milhões inferior ao esperado anteriormente. A revisão se deve à desaceleração econômica e incertezas provocadas pela guerra comercial iniciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
A OIT, em um relatório divulgado nesta quarta-feira, destaca que a incerteza gerada pelas tarifas e tensões geopolíticas impacta negativamente as expectativas de crescimento. A previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o crescimento do PIB global foi reduzida de 3,2% para 2,8% neste ano, refletindo a instabilidade causada pelas novas tarifas impostas por Trump.
Cerca de 84 milhões de empregos em 71 países estão diretamente ou indiretamente ligados à demanda dos consumidores nos EUA, tornando-se vulneráveis às tarifas. A região da Ásia-Pacífico concentra quase 56 milhões desses postos de trabalho, enquanto mais de 13 milhões estão no Canadá e no México. A OIT alerta que os trabalhadores dependentes do consumo americano enfrentam riscos elevados de perda de renda.
Desde que Trump reassumiu a presidência em janeiro, as tarifas sobre produtos importados aumentaram, afetando setores como o de automóveis e aço. O presidente anunciou que, a partir de 9 de julho, pretende implementar tarifas recíprocas severas a menos que acordos comerciais sejam firmados.
A OIT observa que, em um cenário de incerteza, os empregadores podem se tornar mais cautelosos na contratação de novos funcionários. O diretor-geral da OIT, Gilbert Houngbo, afirmou que a desaceleração do crescimento econômico global é uma realidade e que a continuidade das tensões geopolíticas e das interrupções comerciais terá efeitos negativos nos mercados de trabalho em todo o mundo.
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