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Shell se retira do mercado de combustíveis no México e vende suas estações para Iconn

Shell se retira do mercado de combustíveis no México, vendendo suas estações para a Iconn, em meio a desafios regulatórios.

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A Shell decidiu vender suas estações de gasolina no México para a empresa Iconn e vai parar de vender combustíveis diretamente no país. A empresa, que entrou no mercado mexicano em 2017, enfrentou dificuldades, como o controle de preços estabelecido pelo governo atual. O acordo inclui 47 estações próprias e 92 franquias, além de 11 lojas de conveniência. A Shell havia investido muito no México, mas agora está mudando seu foco para outros mercados. Essa saída acontece em um momento em que o governo estabeleceu um preço máximo para a gasolina, o que afetou as operações da empresa. Além disso, a Shell também se afastou de projetos de petróleo no país, onde já havia renunciado a contratos devido a multas por não cumprir obrigações. Outras empresas, como BP e Repsol, também estão se afastando do setor petrolífero mexicano.

Shell anunciou a venda de suas estações de serviço no México para a empresa Iconn, encerrando sua operação de venda direta de combustíveis no país. A transação, que envolve 47 estações próprias, 92 franquias e 11 lojas de conveniência, ainda depende da aprovação das autoridades de competição.

A companhia britânica chegou ao México em 2017, atraída pela reforma energética do governo de Enrique Peña Nieto, e investiu cerca de R$ 1 bilhão em infraestrutura. No entanto, a empresa enfrenta desafios, como o controle de preços estabelecido pelo governo atual, que impôs um teto de R$ 24,00 por litro de gasolina regular.

Shell, que possui dois contratos de importação de combustíveis até 2038, decidiu se afastar do mercado mexicano, seguindo uma tendência de retirada de projetos com menos viabilidade. Em 2018, a empresa foi destaque na licitação de blocos de petróleo, mas, nos últimos anos, começou a renunciar a contratos, resultando em multas, como a de R$ 3,8 milhões por não cumprimento de obrigações em um campo no litoral.

Outras empresas, como BP e Repsol, também têm abandonado suas operações no México, refletindo um cenário desafiador para o setor privado no país.

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