Um novo estudo revelou que metais preciosos, como ouro e rutênio, estão se movendo do núcleo da Terra para o manto e chegando à crosta, onde podem ser encontrados em rochas vulcânicas. Antes, acreditava-se que mais de 99% do ouro estava preso no núcleo, a cerca de 3.000 km de profundidade, e que essa reserva era isolada. Pesquisadores da Universidade de Göttingen, na Alemanha, analisaram rochas basálticas do Havaí e encontraram isótopos de rutênio que só poderiam vir do núcleo. Essa descoberta sugere que o núcleo não é totalmente isolado e que grandes volumes de material estão se movendo para a superfície, o que pode mudar a forma como entendemos a formação de ilhas oceânicas e a origem dos metais preciosos na crosta terrestre. A pesquisa indica que, se esse vazamento continuar, mais ouro pode chegar à superfície ao longo do tempo.
Um estudo recente publicado na revista *Nature* em maio de 2025 revelou que metais preciosos, como ouro e rutênio, estão vazando do núcleo da Terra para o manto, desafiando a crença de que mais de 99% do ouro do planeta estava isolado a cerca de 3.000 quilômetros de profundidade. Pesquisadores da Universidade de Göttingen, na Alemanha, liderados por Nils Messling e Matthias Willbold, analisaram amostras de rochas basálticas do Havaí e encontraram concentrações incomuns do isótopo 100 do rutênio, sugerindo que esses metais têm origem no núcleo.
Messling afirmou: “Nosso estudo confirma que material do núcleo, incluindo ouro e outros metais preciosos, está vazando para o manto acima.” Essa descoberta indica que o núcleo não é um compartimento isolado, mas parte de um processo dinâmico que movimenta grandes volumes de rocha superquente até a superfície. Estima-se que centenas de quadrilhões de toneladas de material desse tipo formem ilhas oceânicas como o Havaí.
Os pesquisadores utilizaram amostras de rochas vulcânicas do Havaí, conhecidas por sua conexão com o núcleo. A presença do isótopo de rutênio sugere que metais preciosos explorados na crosta terrestre podem ter origem no núcleo, e não apenas em depósitos de meteoritos, como se acreditava anteriormente. Willbold acrescentou que “nossas descobertas mostram que o núcleo da Terra não é tão isolado quanto se pensava.”
Ainda não está claro se esse processo de vazamento ocorre desde a formação da Terra, há 4,5 bilhões de anos, ou se é um fenômeno mais recente. Messling destacou que essa nova perspectiva sobre a dinâmica interna do planeta pode mudar a compreensão sobre a formação geológica de regiões vulcânicas e a origem dos metais preciosos na crosta terrestre.
Entre na conversa da comunidade