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PIB brasileiro cresce 1,4% no primeiro trimestre, impulsionado pela agropecuária

Crescimento de 1,4% no PIB brasileiro no primeiro trimestre de 2025 é impulsionado pela agropecuária, mas desaceleração é esperada.

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A economia brasileira cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2025, impulsionada principalmente pela agropecuária, que teve um aumento de 12,2%. Apesar desse crescimento, a expectativa é de desaceleração nos próximos meses devido a juros altos e inflação persistente. O consumo das famílias também cresceu, mas a indústria enfrentou dificuldades, com uma leve queda. Economistas acreditam que o crescimento pode continuar, mas será necessário um ajuste para evitar problemas fiscais. O governo está sob pressão para controlar gastos e a alta do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) pode encarecer o crédito, afetando ainda mais a economia. O cenário global e as políticas internas também influenciam as previsões de crescimento, que variam entre 2% e 2,5% para o ano.

A economia brasileira cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2025, impulsionada pela agropecuária, que teve um aumento de 12,2%. Apesar desse crescimento, a expectativa é de desaceleração nos próximos meses devido a juros altos e inflação persistente, que se manteve em 2,04% no trimestre e 5,48% em doze meses.

Samuel Pessôa, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), alerta que o crescimento do PIB não deve reverter a desaceleração econômica. Ele destaca que a demanda interna não superou o crescimento do PIB e que a economia opera com excesso de capacidade. O governo implementou medidas como a liberação de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e novas regras para o crédito consignado, mas os juros elevados limitam o impacto dessas ações.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, propôs um aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para conter a inflação, mas essa medida ainda não foi aprovada no Congresso. A alta do IOF encarece o crédito, especialmente para operações de curto prazo, o que pode pressionar ainda mais a inflação. A trajetória futura da Selic pode ser um pouco menor, mas ainda assim, os juros altos dificultam o crescimento sustentável.

Analistas projetam que o PIB pode crescer entre 2% e 2,5% em 2025, mas a desaceleração é considerada inevitável. O consumo das famílias e o investimento em capital fixo mostraram crescimento, mas a indústria e a construção civil enfrentaram quedas. A resiliência da economia está atrelada ao pleno emprego e ao aumento da massa salarial, mas a continuidade desse crescimento depende de um ambiente econômico mais estável e de investimentos em tecnologia e inovação.

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