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Argentina busca reinserir dólares “debaixo do colchão” com novo plano econômico

Argentina busca reinserir bilhões de dólares não declarados na economia, permitindo investimentos sem justificar a origem do dinheiro.

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A Argentina está passando por uma grave falta de dólares, com muitos cidadãos guardando suas economias em moeda americana fora do sistema bancário, devido à desconfiança em relação ao peso e aos bancos. O governo de Javier Milei anunciou um plano para reinserir esses dólares não declarados, permitindo que as pessoas usem esse dinheiro para comprar propriedades de até US$ 43 mil ou investir até US$ 85 mil em bancos sem precisar explicar a origem do dinheiro. Essa medida foi tomada após a regularização de ativos de US$ 22,5 bilhões no ano passado e um novo empréstimo de US$ 20 bilhões do FMI. Estima-se que cerca de US$ 246 bilhões estejam fora do sistema bancário argentino, o que é muito mais do que as reservas do Banco Central, que são de aproximadamente US$ 38,3 bilhões. A desconfiança em relação à moeda local e aos bancos aumentou após crises econômicas passadas, levando muitos a esconder dólares em casa, prática conhecida como “dólares debaixo do colchão”. O governo espera que essa nova política ajude a trazer esses dólares de volta ao sistema, mas a medida gerou polêmica, com críticas sobre a possibilidade de incentivar a informalidade e a evasão fiscal. A demanda por dólares aumentou significativamente após a flexibilização das restrições cambiais, com um milhão de argentinos comprando US$ 1,9 bilhão em dólares em abril, o maior valor desde 2019.

O governo da Argentina, sob a liderança de Javier Milei, anunciou um plano para reinserir dólares não declarados na economia. A medida permite que cidadãos utilizem suas economias em moeda americana, guardadas fora do sistema bancário, para adquirir propriedades de até US$ 43 mil ou investir até US$ 85 mil em aplicações financeiras sem precisar justificar a origem do dinheiro. Essa iniciativa surge em um contexto de escassez crônica de dólares, com cerca de US$ 246 bilhões fora do sistema financeiro, superando as reservas do Banco Central, que são de aproximadamente US$ 38,3 bilhões.

A proposta foi apresentada após a regularização de ativos de US$ 22,5 bilhões no ano anterior e um novo empréstimo do Fundo Monetário Internacional (FMI) de US$ 20 bilhões. O ministro da Economia, Luis Caputo, afirmou que a mudança visa devolver a liberdade aos cidadãos e desestigmatizar aqueles que se refugiaram no mercado informal. A expressão “dólares debaixo do colchão” refere-se a economias não declaradas, que podem estar guardadas em casa ou em contas no exterior.

A demanda por dólares aumentou significativamente após a flexibilização das restrições cambiais. Em abril, cerca de um milhão de argentinos compraram US$ 1,9 bilhão em dólares, um aumento expressivo em relação ao mês anterior. A eliminação do limite de compra de US$ 200, imposto anteriormente, também contribuiu para essa alta. Especialistas alertam que a falta de controle sobre a origem do dinheiro pode incentivar a informalidade e a evasão fiscal, o que preocupa o FMI.

O governo de Milei busca, assim, recuperar a confiança nas instituições financeiras e na moeda local, enfrentando um desafio que persiste há décadas na Argentina. A eficácia do plano e sua aceitação pela população serão cruciais para a estabilização econômica do país.

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