A greve dos auditores da Receita Federal já dura mais de 190 dias e continua sem previsão de término. A Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL) está preocupada com os efeitos dessa greve, que está causando atrasos em aeroportos e aumentando os custos logísticos. Recentemente, mais de 7 mil auditores se reuniram e 95% deles rejeitaram a proposta do governo. A ABOL destacou que mais de 100 mil encomendas estão paradas a cada 14 dias em aeroportos como Viracopos e Guarulhos, afetando a entrega de produtos importantes, como medicamentos e alimentos. Além disso, a operação padrão da Receita está elevando os custos para as empresas, que enfrentam taxas adicionais quando as cargas ficam retidas. Isso pode levar a menos contratações e queda no emprego, já que o setor logístico é responsável por cerca de 2,3 milhões de empregos no Brasil. A ABOL também alertou que a falta de previsibilidade nas operações prejudica a competitividade do país no comércio exterior e afeta a arrecadação de impostos. A entidade pede uma solução rápida entre a Receita e o governo para resolver a situação.
A greve dos auditores da Receita Federal já dura mais de 190 dias e continua sem previsão de término. A categoria, que rejeitou uma proposta do governo com 95% de votos contrários, mantém-se mobilizada, gerando preocupações no setor logístico.
A Associação Brasileira de Operadores Logísticos (ABOL) expressou extrema apreensão com os efeitos da paralisação, que afeta especialmente os aeroportos de Viracopos e Guarulhos. Mais de 100 mil encomendas e documentos estão represados a cada ciclo de liberação de 14 dias, impactando o transporte de cargas sensíveis, como medicamentos e produtos perecíveis.
Além dos atrasos, a operação-padrão da Receita Federal tem elevado os custos logísticos. A ABOL destaca que contratos com cláusulas que penalizam atrasos estão sendo acionados com frequência, onerando as empresas e ameaçando o setor. A nota da associação afirma que esses custos adicionais desestimulam novas contratações e afetam o nível de emprego.
A ABOL também alerta para os danos à credibilidade do Brasil no comércio exterior, afirmando que a falta de previsibilidade nas operações compromete a competitividade do país. A diretora-presidente da ABOL, Marcella Cunha, enfatiza que as greves recorrentes revelam entraves institucionais que prejudicam a população e as empresas que sustentam o abastecimento nacional.
Em resposta à situação, a ABOL convocou um ato público em Brasília, em frente ao Ministério da Fazenda, para pressionar o governo por soluções rápidas. A entidade pede um entendimento entre a Receita e o governo para resolver a crise e minimizar os impactos no setor logístico.
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