O Julius Baer, um banco suíço, anunciou que vai cortar 130 milhões de francos suíços em custos até 2028, mas suas ações caíram após o anúncio. O CEO Stefan Bollinger apresentou metas de eficiência que não animaram os investidores e não deu muitos detalhes sobre como o banco planeja crescer. O banco já havia enfrentado perdas significativas em 2023 devido a problemas no setor imobiliário e teve questões com reguladores sobre lavagem de dinheiro. A nova estratégia inclui aumentar o dinheiro novo líquido em 4-5% nos próximos três anos, mas analistas acham que as metas não são empolgantes. Além disso, o banco suspendeu um programa de recompra de ações enquanto aguarda o resultado de uma investigação regulatória.
O Julius Baer, banco suíço, anunciou cortes adicionais de 130 milhões de francos suíços (aproximadamente US$ 159 milhões) até 2028. O CEO Stefan Bollinger fez o anúncio na terça-feira, mas as ações do banco caíram devido a metas de eficiência consideradas fracas e à falta de detalhes sobre crescimento.
As ações do banco com sede em Zurique caíram 1,5% após a abertura do mercado. O banco abandonou suas metas de médio prazo para lucratividade e introduziu uma nova meta para o dinheiro novo líquido, que deve aumentar entre 4% e 5% nos próximos três anos. Analistas, como Tom Hallett, da KBW, consideraram a atualização da estratégia insatisfatória.
Bollinger e o novo presidente Noel Quinn buscam reverter os prejuízos de 2023, que foram impactados pelo colapso imobiliário da Signa. O banco também enfrentou problemas com reguladores relacionados a lavagem de dinheiro, resultando em uma multa de 4,4 milhões de francos suíços.
O Julius Baer suspendeu seu programa de recompra de ações até que a investigação sobre as perdas da Benko seja concluída. A analista Anke Reingen, da RBC Capital Markets, afirmou que as novas metas fazem sentido, mas os investidores esperam ver resultados concretos e a retomada das recompras para impulsionar o crescimento dos lucros.
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