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Ron Perelman processa seguradoras por obras de arte supostamente danificadas em incêndio

Ron Perelman enfrenta seguradoras em tribunal, alegando perda de obras de arte de $400 milhões após incêndio em sua casa.

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Ron Perelman, um grande colecionador de arte, está em um julgamento contra seguradoras em Nova York, após um incêndio em sua casa nos Hamptons em 2018. Ele afirma que perdeu cinco pinturas valiosas, avaliadas em $400 milhões, e que as seguradoras não pagaram sua reclamação de 2020. As seguradoras, por outro lado, dizem que as obras não sofreram danos. Durante o julgamento, Perelman disse que as pinturas perderam seu brilho e caráter. Seu advogado argumentou que as apólices permitem que ele reivindique o valor total das obras, mesmo que tenham sofrido danos mínimos. Perelman também mencionou que as obras foram expostas a condições ruins durante o incêndio. As seguradoras já pagaram por outras 30 obras danificadas no mesmo incêndio. O juiz Joel M. Cohen está conduzindo o julgamento sem júri, após decidir que não estava claro se as obras realmente foram danificadas. A defesa de Perelman apresentou testemunhos de especialistas, enquanto as seguradoras argumentam que ele está tentando lucrar com a situação, especialmente após enfrentar dificuldades financeiras e vender várias obras de arte. Testemunhos de Ken Griffin, um colecionador e investidor, podem ser apresentados, pois ele visitou a casa de Perelman antes da reclamação. O julgamento deve durar cerca de três semanas.

O julgamento entre o mega-colecionador Ron Perelman e um grupo de seguradoras teve início na segunda-feira, 3 de junho de 2025, no Tribunal Supremo de Nova York. O caso remonta a um incêndio em sua residência nos Hamptons, em 2018, que, segundo Perelman, resultou na perda de cinco obras de arte avaliadas em $ 400 milhões.

Perelman alega que as seguradoras se recusaram a honrar sua reclamação de 2020 sobre as obras, que incluem duas de Andy Warhol, duas de Ed Ruscha e uma de Cy Twombly. As seguradoras, por sua vez, argumentam que as obras não sofreram danos detectáveis. O advogado de Perelman, C. Bryan Wilson, defendeu que as apólices permitem que o colecionador reivindique o valor total acordado, mesmo que haja danos mínimos.

Durante o julgamento, Perelman afirmou que o incêndio fez com que as obras perdessem seu “brilho e caráter”. Ele destacou que as pinturas foram expostas a condições adversas durante o combate ao fogo, incluindo alta umidade. A defesa também mencionou que as seguradoras pagaram por mais de 30 outras obras danificadas no mesmo incêndio.

O juiz Joel M. Cohen preside o julgamento, que ocorrerá sem júri, após uma decisão anterior que deixou dúvidas sobre os danos às obras. As seguradoras apresentaram evidências de que Ken Griffin, fundador da Citadel, e o negociante Larry Gagosian visitaram a residência de Perelman em 2020, antes da reclamação. Essa visita é considerada pela defesa das seguradoras como prova de que Perelman não agiu de boa-fé.

Griffin, que comprou uma pintura de Perelman após a visita, pode ser chamado a depor. O julgamento deve durar cerca de três semanas e contará com testemunhos de Perelman, além de especialistas em arte e conservação. A situação financeira de Perelman também será analisada, uma vez que ele vendeu 71 obras por $ 963 milhões entre 2020 e 2022, após dificuldades financeiras relacionadas à queda das ações da Revlon.

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