As ações da Rede D’Or caíram 3% após a empresa anunciar que vai abrir 3.203 novos leitos até 2028, uma redução de 21% em relação à previsão anterior de 4.036 leitos. A maior parte da diminuição ocorrerá em 2025 e 2026. A companhia agora planeja que 80% dos novos leitos venham de reformas em hospitais já existentes. O custo por leito também foi ajustado para R$ 1,4 milhão, R$ 100 mil a menos do que antes. Analistas do Goldman Sachs consideraram a revisão uma desaceleração leve no crescimento, mas destacaram que o novo plano é mais seguro. Apesar do impacto negativo inicial, eles acreditam que a nova meta é mais realista. O BTG Pactual mantém uma visão positiva sobre a empresa, acreditando que ela pode dobrar de tamanho na próxima década. O Itaú BBA também elogiou a parceria da Rede D’Or com o Bradesco Saúde, que está trazendo resultados positivos. O Goldman Sachs manteve o preço-alvo das ações em R$ 41,00, enquanto o BTG reafirmou a recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 44.
A Rede D’Or revisou seu plano de expansão e anunciou uma redução de 21% na projeção de novos leitos até 2028, passando de 4.036 para 3.203 leitos. O anúncio gerou descontentamento entre investidores, resultando em uma queda de 3% nas ações da empresa, que fecharam a R$ 36,30.
A nova diretriz indica que 80% dos novos leitos serão provenientes de projetos de expansão ou reforma de estruturas existentes, em comparação com 70% do plano anterior. O investimento por leito também foi ajustado, caindo de R$ 1,5 milhão para R$ 1,4 milhão. A maior parte da redução nos leitos está concentrada nos anos de 2025 e 2026.
Impacto no Mercado
Analistas do BTG Pactual e do Goldman Sachs comentaram sobre a revisão. O BTG destacou que a magnitude da redução foi significativa, mas acredita que o novo plano é mais realista. O Goldman Sachs classificou a revisão como uma leve desaceleração do crescimento de longo prazo, mas ressaltou que o impacto no lucro líquido projetado para 2025 e 2026 deve ser neutro.
O Citi, por sua vez, expressou preocupação com a confiança nos fundamentos de crescimento da empresa. Apesar disso, alguns analistas veem a nova projeção como uma oportunidade de mitigação de riscos, já que a empresa prioriza parcerias com operadoras de saúde que oferecem melhores condições comerciais.
Perspectivas Futuras
A joint venture entre a Rede D’Or e o Bradesco Saúde, iniciada em 2024, é vista como um fator positivo. Essa parceria pode gerar resultados significativos, com estimativas de R$ 42 milhões em 2025 e R$ 155 milhões em 2026. O BTG acredita que a empresa está bem posicionada para liderar a consolidação do setor hospitalar privado no Brasil.
O Itaú BBA também elogiou a virada operacional da Bradesco Saúde, que registrou um lucro de R$ 1,6 bilhão em 2024, quase o dobro do ano anterior. O Goldman Sachs manteve seu preço-alvo para as ações da Rede D’Or em R$ 41,00, indicando um potencial de alta de 9,5% em relação ao fechamento anterior.
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