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Rémy Cointreau retira metas de vendas e enfrenta desafios no mercado global

Rémy Cointreau abandona metas de vendas até 2029/30, citando tarifas nos EUA e China; novo CEO definirá nova estratégia.

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A Rémy Cointreau, fabricante do conhaque Remy Martin, retirou suas metas de vendas de longo prazo devido a dificuldades no mercado, como tarifas nos EUA e na China e uma recuperação lenta nos Estados Unidos. A empresa, que já havia reportado uma queda de 17,5% nas vendas e um lucro operacional em declínio, agora espera um crescimento orgânico das vendas de um dígito para este ano. As ações da empresa subiram 4,4% após sinais de que a situação nos EUA pode estar melhorando. O lucro operacional caiu cerca de 31% no último ano, e a empresa estima que as tarifas podem impactar até 100 milhões de euros em seu lucro operacional. A Rémy Cointreau também anunciou cortes de custos, incluindo uma redução de 9% na força de trabalho. A mudança de estratégia acontece com a chegada do novo CEO, Franck Marilly, que deve definir novos rumos para a empresa.

A Rémy Cointreau retirou suas metas de vendas de longo prazo, citando as políticas tarifárias nos Estados Unidos e na China, além da lenta recuperação do mercado americano. A fabricante do conhaque Rémy Martin abandonou suas previsões para o ano fiscal de 2029/30, após enfrentar uma queda de 17,5% nas vendas e um lucro operacional em declínio.

A nova previsão indica que o crescimento orgânico das vendas deve retornar a uma taxa média de um dígito, dependendo das tarifas. As ações da empresa subiram 4,4% no pregão de Paris, revertendo quedas anteriores, com investidores acreditando que o pior pode ter passado nos EUA. O CEO que deixará o cargo, Eric Vallat, afirmou que a empresa pode ter chegado ao fundo do poço.

O lucro operacional orgânico caiu cerca de 31% no ano encerrado em março, com a empresa estimando que o aumento das tarifas pode impactar em até € 100 milhões (US$ 114 milhões) o lucro operacional atual. A Rémy Cointreau espera mitigar 35% desse valor, reduzindo o impacto nos lucros para, no máximo, € 65 milhões.

Mudanças na Liderança

A decisão de retirar as metas coincide com a chegada de Franck Marilly, ex-executivo da Chanel, que assumirá como CEO no final deste mês. Marilly, que também é conselheiro comercial do governo francês, poderá ajudar nas negociações com a China sobre a investigação antidumping. A empresa já havia cortado custos, reduzindo sua força de trabalho em 9% em comparação com o ano fiscal anterior.

A Rémy Cointreau, que depende fortemente do conhaque, enfrenta desafios adicionais, como a suspensão dos canais de vendas isentas de impostos na China. A empresa prevê um retorno ao crescimento orgânico das vendas no exercício de 2025-2026, impulsionado por uma recuperação nas vendas nos Estados Unidos.

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