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Lojas de departamento icônicas do Brasil enfrentam desafios e tentam renascer

Marcas icônicas do varejo brasileiro, como Mesbla e Mappin, tentam renascer no e-commerce após décadas de crises e falências.

No século 20, lojas de departamentos como Mesbla, Mappin e Arapuã eram referências no varejo brasileiro, atraindo famílias para suas grandes lojas. Contudo, crises financeiras e a concorrência de varejistas especializados levaram muitas delas à falência nas décadas seguintes. Recentemente, algumas dessas marcas tentaram um renascimento. A Mesbla agora opera como um marketplace online, após […]

No século 20, lojas de departamentos como Mesbla, Mappin e Arapuã eram referências no varejo brasileiro, atraindo famílias para suas grandes lojas. Contudo, crises financeiras e a concorrência de varejistas especializados levaram muitas delas à falência nas décadas seguintes.

Recentemente, algumas dessas marcas tentaram um renascimento. A Mesbla agora opera como um marketplace online, após um investimento de R$ 500 mil em 2022 para reativar seu site. A Mappin, adquirida pela Rede Marabraz, também se adaptou ao e-commerce, mantendo viva a tradição da marca.

A Mesbla, fundada em 1912 no Rio de Janeiro, foi a maior varejista do Brasil nas décadas de 1970 e 1980, com 180 lojas. No entanto, a popularização de shoppings e a hiperinflação nos anos 1990 resultaram em sua concordata em 1995, seguida pela falência em 1999. Em 2010, tentativas de retomar a marca não prosperaram até a nova abordagem online.

A Mappin, surgida em São Paulo em 1939, também enfrentou desafios financeiros. Após um crescimento descontrolado nos anos 1990, a empresa entrou em falência em 1999. Em 2010, a Rede Marabraz comprou os direitos da marca e lançou um e-commerce que permanece ativo.

A Arapuã, que chegou a ter mais de 220 lojas, enfrentou problemas semelhantes. Em 1998, a empresa entrou em concordata e, após uma longa batalha judicial, foi decretada falida em 2020. Outras marcas, como Ultralar e Eletroradiobraz, também não conseguiram se adaptar às mudanças do mercado e encerraram suas atividades.

Essas histórias refletem a evolução do varejo no Brasil, onde a adaptação ao digital se tornou crucial para a sobrevivência das marcas tradicionais.

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