A Argentina, com suas vastas reservas de gás em Vaca Muerta, está reduzindo suas importações e iniciando exportações para o Chile e o Brasil. O país busca diversificar seus mercados de gás natural, e um novo acordo pode ampliar essa estratégia. Na última sexta-feira, a YPF (Yacimientos Petrolíferos Fiscales) e a Eni, empresa italiana, assinaram […]
A Argentina, com suas vastas reservas de gás em Vaca Muerta, está reduzindo suas importações e iniciando exportações para o Chile e o Brasil. O país busca diversificar seus mercados de gás natural, e um novo acordo pode ampliar essa estratégia.
Na última sexta-feira, a YPF (Yacimientos Petrolíferos Fiscales) e a Eni, empresa italiana, assinaram um acordo preliminar em Roma. O objetivo é exportar 12 milhões de toneladas por ano de gás natural liquefeito (GNL) a partir de 2027, com foco principal na Itália. O presidente argentino, Javier Milei, e a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, participaram da cerimônia.
O projeto envolve a construção de um gasoduto até a costa da província de Rio Negro e a fabricação de dois navios de liquefação de gás na China. Esses navios transformarão o gás em líquido, reduzindo seu volume em até 600 vezes, facilitando o transporte marítimo. A YPF já iniciou um projeto semelhante com a Pan American Energy e negocia com a Shell.
As exportações de gás da Argentina cresceram 18% em 2024, contribuindo para um superávit na balança comercial energética de 5,668 bilhões de dólares, o maior em 18 anos. Para 2025, espera-se que esse superávit alcance 8 bilhões de dólares. O interesse europeu por fornecedores alternativos ao gás russo aumenta as expectativas do governo argentino em relação a esses novos acordos.
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