O Banco Mundial anunciou uma nova previsão de crescimento econômico para 2023, reduzindo a expectativa para 2,3% na América Latina e 0,4 ponto percentual globalmente. O relatório aponta que as tarifas dos EUA e a incerteza política na região estão afetando negativamente a economia. As tarifas mais altas, especialmente devido à guerra comercial com a China, estão desacelerando o comércio mundial. O economista-chefe da instituição, Indermit Gill, alertou que a economia global pode enfrentar novos desafios, embora não se espere uma recessão este ano. Na América Latina, a demanda interna ainda existe, mas as exportações devem cair por causa do protecionismo e da instabilidade política. O México, a segunda maior economia da região, deve crescer apenas 0,2% este ano, uma queda significativa. O Brasil também será impactado, com uma previsão de crescimento de 2,4% em 2025, abaixo do esperado. A Argentina, por sua vez, deve crescer 5,5% neste ano, impulsionada por setores como agricultura e energia. A inflação deve continuar alta em vários países, limitando a possibilidade de cortes nas taxas de juros.
O Banco Mundial anunciou nesta terça-feira (10) uma revisão em suas previsões de crescimento econômico para 2023, reduzindo a expectativa para 2,3% na América Latina. Globalmente, a previsão caiu 0,4 ponto percentual em relação ao que foi projetado em janeiro. O relatório destaca o impacto das tarifas americanas e da incerteza política na região.
O aumento das tarifas impostas pelos EUA, especialmente durante a guerra comercial com a China, está contribuindo para uma desaceleração do comércio global. O economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill, alertou que a economia global pode estar se encaminhando para uma nova turbulência, o que pode afetar profundamente os padrões de vida. Embora a instituição descarte uma recessão para este ano, prevê que, se as tendências atuais persistirem, o crescimento médio global na próxima década será o mais fraco desde os anos 1960.
Na América Latina, a demanda interna permanece, mas as exportações devem enfraquecer devido ao crescente protecionismo e à incerteza política. O México, a segunda maior economia da região, é o país mais afetado, com uma previsão de crescimento de apenas 0,2% para este ano, uma queda de 1,3 ponto percentual. As tarifas de 25% sobre importações não cobertas pelo T-MEC têm gerado incertezas, já que cerca de 80% das exportações mexicanas vão para os EUA.
O Brasil também sentirá os efeitos, com uma previsão de crescimento de 2,4% em 2025, abaixo dos 3,4% esperados para 2024. A Argentina, por outro lado, apresenta uma recuperação, com uma previsão de crescimento de 5,5% neste ano, impulsionada por setores como agricultura e energia. O Banco Mundial também destaca que a inflação deve permanecer próxima ao teto das metas em vários países, limitando a margem para cortes nas taxas de juros.
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