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ANS aprova reajuste de até 6,06% para planos de saúde individuais em 2023

Reajuste de até 6,06% nos planos de saúde individuais é o menor em 17 anos e impacta 8,63 milhões de usuários no Brasil.

Sede da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) (Foto: Gabriel Monteiro/Agencia O GLOBO)
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Os planos de saúde individuais e familiares terão um aumento de até 6,06% a partir de 1º de maio de 2023, conforme anunciado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar. Esse é o menor reajuste em 17 anos, exceto em 2020, quando houve uma redução por causa da pandemia. O novo índice será válido até 30 de abril de 2026 e afetará cerca de 8,63 milhões de usuários, que representam 16,5% dos beneficiários de saúde privada no Brasil. O último reajuste mais baixo foi em 2008, com um aumento de 5,48%. A ANS calcula o reajuste com base nos custos médicos e na inflação, que foi de 5,32% nos últimos 12 meses, portanto, o aumento de 6,06% é maior que a inflação média. Embora esse reajuste se aplique apenas aos planos individuais, ele pode influenciar os planos coletivos, que não são regulados pela ANS. Em 2024, os planos coletivos tiveram um aumento médio de 13,80%. O reajuste anunciado está dentro das expectativas do setor, que esperava um aumento menor do que nos anos anteriores, buscando equilibrar os custos dos planos com a situação econômica dos usuários.

Os planos de saúde individuais e familiares terão um reajuste de até 6,06% a partir de 1º de maio de 2023, conforme anunciado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Este percentual, que será válido até 30 de abril de 2026, representa o menor aumento em 17 anos, exceto em 2020, quando houve uma redução devido à pandemia de Covid-19.

O novo índice será aplicado na data de aniversário de cada contrato e afetará aproximadamente 8,63 milhões de usuários, correspondendo a 16,5% do total de beneficiários de saúde privada no Brasil. O último reajuste mais baixo foi em 2008, quando o aumento foi de 5,48%. Em contraste, os reajustes de 2023 e 2024 foram de 9,63% e 6,91%, respectivamente.

Cálculo do Reajuste

A ANS determina o reajuste com base na variação dos custos médico-hospitalares e na inflação oficial, excluindo o subitem plano de saúde da fórmula. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que serve como referência para as metas de inflação do governo, registrou 5,32% nos últimos 12 meses. Assim, o reajuste de 6,06% supera a inflação média do período.

Embora o reajuste se aplique apenas aos planos individuais, ele serve como referência para os planos coletivos, que não são regulados pela ANS. Em 2024, a média de reajuste dos planos coletivos foi de 13,80%, com alguns contratos apresentando aumentos ainda maiores.

Expectativas do Setor

O percentual estabelecido pela ANS confirma as expectativas de analistas do setor, que previam um reajuste mais contido em comparação aos anos anteriores. A medida visa equilibrar os custos dos planos de saúde com a realidade econômica dos usuários, que enfrentam um cenário de inflação e aumento dos custos médicos.

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