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Gasolina sobe nos postos mesmo com redução de preços nas refinarias, diz ANP

Preço da gasolina sobe R$ 0,01, apesar do corte da Petrobras. Repasse reduzido gera pressão sobre postos e preocupa consumidores.

Frentista abastecendo carro em um posto de combustíveis no centro de São Paulo. (Foto: Pedro Affonso/Folhapress)
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O preço médio da gasolina nos postos do Brasil subiu R$ 0,01 na última semana, chegando a R$ 6,23 por litro, segundo a ANP. Essa alta é inesperada, já que a Petrobras havia anunciado cortes nos preços, com a expectativa de uma redução maior. O repasse real da diminuição foi de apenas R$ 0,04 por litro, muito abaixo do que se esperava. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, pediu que os consumidores pressionassem os postos a baixar os preços. A redução nos preços da gasolina era esperada para ajudar a controlar a inflação, especialmente em junho, já que o combustível impacta o IPCA. O economista André Braz, da FGV, havia dito que um repasse adequado poderia reduzir o indicador em 0,10 ponto percentual. Além disso, o preço do etanol anidro também subiu R$ 0,01, mas isso não explica totalmente a frustração com os repasses, pois o etanol representa apenas 27% da mistura nos postos. O etanol hidratado teve uma leve queda, custando R$ 4,20 por litro. O preço do diesel S-10 se manteve em R$ 6,02 por litro, e desde fevereiro, o diesel já acumula uma queda de R$ 0,45 por litro após três cortes nas refinarias. A situação atual levanta dúvidas sobre a eficácia dos cortes de preços e seu impacto real no mercado.

O preço médio da gasolina nos postos brasileiros subiu R$ 0,01 na última semana, alcançando R$ 6,23 por litro, segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis). Essa alta contraria as expectativas de repasse do corte de preços promovido pela Petrobras no início do mês, que previa uma redução maior.

Após o anúncio da estatal, o repasse efetivo da diminuição foi de apenas R$ 0,04 por litro, um terço do que era esperado. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, pediu que os consumidores pressionassem os postos a baixar os preços, diante das críticas sobre a demora nos repasses.

A expectativa era que a redução nos preços da gasolina ajudasse a controlar a inflação, especialmente em junho, já que o combustível tem um peso significativo no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo). O economista André Braz, da FGV (Fundação Getúlio Vargas), havia estimado que um repasse adequado poderia impactar negativamente o indicador em 0,10 ponto percentual.

Situação do Etanol e Diesel

A alta da gasolina ocorre em um contexto de aumento no preço do etanol anidro, que também subiu R$ 0,01 na semana passada. Contudo, essa elevação não justifica totalmente a frustração com os repasses, uma vez que o etanol representa apenas 27% da mistura vendida nos postos. O etanol hidratado, por sua vez, teve uma leve queda, sendo vendido a R$ 4,20 por litro.

O preço do diesel S-10 permaneceu estável, custando R$ 6,02 por litro. Desde o pico em fevereiro, o diesel acumula uma queda de R$ 0,45 por litro após três cortes nas refinarias. A situação atual levanta questionamentos sobre a eficácia dos cortes de preços e sua real influência no mercado.

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