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Omã se torna o primeiro país árabe do Golfo a adotar Imposto de Renda em 2028

Omã se prepara para implementar um Imposto de Renda de 5% sobre ganhos anuais acima de US$ 109 mil, a partir de 2028.

Vista aérea de Mascate, capital de Omã (Foto: Abdelhadi Ramahi - 12.abr.25/Reuters)
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Omã vai ser o primeiro país árabe do Golfo a criar um Imposto de Renda pessoal, que começará em 2028. A taxa será de 5% sobre ganhos anuais acima de US$ 109 mil, cerca de R$ 600 mil. O Sultão Haitham bin Tariq Al Said assinou o decreto recentemente. Essa mudança é importante porque a região não cobrava impostos sobre a renda e dependia do petróleo para financiar seus gastos. Apenas 1% da população de 5 milhões de habitantes deve ser afetada pelo imposto, que permitirá deduções para despesas de saúde e doações. Especialistas alertam que a nova taxa pode fazer alguns cidadãos ricos reconsiderarem sua permanência no país. O ministro da Economia, Mohammed Al Saqri, disse que o imposto ajudará a diversificar as finanças públicas e reduzir a dependência do petróleo. Essa medida faz parte da Visão 2040, que busca fortalecer o setor privado e garantir um futuro econômico mais estável para Omã.

Omã fará história ao se tornar o primeiro país árabe do Golfo a implementar um Imposto de Renda pessoal. A medida, que será aplicada a partir de 2028, estabelece uma alíquota de 5% sobre os ganhos anuais superiores a US$ 109 mil (aproximadamente R$ 600 mil). O decreto foi assinado pelo Sultão Haitham bin Tariq Al Said no último domingo.

A decisão marca uma mudança significativa na política fiscal de uma região que tradicionalmente não cobrava impostos sobre a renda, dependendo fortemente das receitas de petróleo e gás. A Autoridade Tributária de Omã estima que apenas 1% da população de 5 milhões de habitantes será afetada pela nova tributação. O imposto também permitirá deduções para despesas com saúde e doações beneficentes.

Impactos e Reações

Consultores tributários, como Thomas Vanhee, alertam que a nova tributação pode levar alguns cidadãos ricos a reconsiderar sua permanência em Omã. Embora a alíquota de 5% não seja considerada alta, a mudança pode impactar a decisão de muitos. Vanhee acredita que a implementação do imposto em Omã poderá influenciar outros países do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG) a reavaliar suas políticas fiscais.

Historicamente, os países do Golfo têm se apoiado em receitas de petróleo para financiar seus gastos públicos. No entanto, a volatilidade dos preços do petróleo e os déficits orçamentários têm levado a uma reconsideração das fontes de receita. Além do imposto de renda, outros estados da região têm introduzido tributos sobre bens e empresas.

Objetivos Econômicos

O ministro da Economia de Omã, Mohammed Al Saqri, destacou que o imposto servirá como uma nova fonte de receita, ajudando a diversificar as finanças públicas. Ele também mencionou que a medida visa reduzir a dependência do petróleo como principal fonte de receita do governo. O plano faz parte da Visão 2040, uma agenda que busca fortalecer o setor privado e preservar os recursos naturais do país.

Com um PIB per capita de US$ 22 mil em 2023, Omã enfrenta desafios significativos para diversificar sua economia. A nova política fiscal é um passo importante para enfrentar esses desafios e garantir um futuro econômico mais estável.

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