Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Crédito privado em multimercado deve continuar atraindo investidores, afirmam gestores

Emissões de debêntures incentivadas atingem R$ 55,2 bilhões em 2025, enquanto fundos multimercado enfrentam resgates de R$ 79,2 bilhões.

Empréstimo (Foto: crazydiva/Thinkstock)
0:00
Carregando...
0:00

O crédito privado está em alta e é visto como importante para os investimentos em 2025. Durante o Anbima Summit, especialistas comentaram que as emissões de debêntures incentivadas aumentaram 64% em relação ao ano passado, totalizando R$ 55,2 bilhões entre janeiro e abril de 2025. Ana Rodela, da Bradesco Asset Management, afirmou que o crédito privado é essencial para diversificar portfólios, pois oferece uma boa relação entre risco e retorno, mesmo com as dificuldades enfrentadas pelas empresas devido às altas taxas de juros. Mudanças nas regras fiscais e insatisfações com outros investimentos também ajudaram a aumentar o interesse pelo crédito privado. Em contraste, os fundos multimercado estão enfrentando resgates significativos, com R$ 16,2 bilhões em maio e R$ 79,2 bilhões no ano. Reinaldo Le Grazie, da Panamby Capital, acredita que esses fundos podem se recuperar quando o mercado estiver mais disposto a assumir riscos. Os especialistas concordam que o crédito privado continuará a ser relevante no Brasil e que os fundos multimercado precisarão incluir essa classe de ativos em suas estratégias.

O crédito privado continua em alta, mesmo com spreads amassados, e se destaca nas carteiras de investimento. Durante o Anbima Summit, realizado nesta quarta-feira, 26, especialistas debateram a importância dessa classe de ativos para 2025. As emissões de debêntures incentivadas cresceram 64% em relação ao ano anterior, totalizando R$ 55,2 bilhões entre janeiro e abril de 2025.

Ana Rodela, CIO da Bradesco Asset Management, destacou que o crédito privado se tornou parte essencial de um portfólio diversificado. Ela ressaltou que a relação risco-retorno é atrativa, especialmente em ativos de alta qualidade. “É uma classe que tem se comportado bem e continua sendo relevante, mesmo com a vida das empresas não estando fácil com esse nível de taxa de juros”, afirmou.

Mudanças tributárias e decepções com outras classes de ativos também impulsionaram o crescimento do crédito privado. Rodela observou que o crédito era uma parcela subalocada nas carteiras, especialmente em comparação com outros mercados. Em contrapartida, os fundos multimercado enfrentam desafios, com resgates líquidos de R$ 16,2 bilhões em maio e um total de R$ 79,2 bilhões no ano.

Reinaldo Le Grazie, sócio da Panamby Capital, comentou que os fundos multimercado são cíclicos e tendem a se recuperar quando o mercado estiver mais disposto a correr riscos. Ele acredita que, apesar das dificuldades atuais, a migração para ativos de maior risco deve ocorrer gradualmente. Rodela também mencionou que, nos próximos 12 a 18 meses, alocar mais em risco será uma alternativa interessante, mas deve ser feita de acordo com o perfil do investidor.

Os especialistas concordam que o crédito privado continuará a ter um papel central no mercado. Le Grazie enfatizou que os fundos multimercado precisarão incluir crédito em suas operações, dada a relevância dessa classe de ativos no Brasil.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais