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Eduardo Giannetti descarta risco de precipício fiscal para o Brasil hoje

Economistas alertam para a urgência de um ajuste fiscal no Brasil, destacando a necessidade de mudanças constitucionais para flexibilizar o orçamento.

O autor Eduardo Giannetti durante bate papo na Feira do Livro de São Paulo. (Foto: Rafaela Araújo/Folhapress)
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O Brasil está enfrentando problemas fiscais, com um déficit primário projetado de R$ 83,1 bilhões até 2025. O economista Eduardo Giannetti afirmou que ainda é possível fazer um ajuste fiscal antes que uma crise aconteça, mas acredita que isso só será feito no próximo governo, que começará em 2027, já que o atual governo tem pouco apoio político. Carlos Kawall, outro economista, ressaltou a necessidade de mudanças na Constituição para permitir mais flexibilidade no orçamento, criticando a rigidez atual que destina a maior parte da arrecadação ao pagamento da Previdência e juros da dívida. Ele e Giannetti concordam que a carga tributária, que é de cerca de 34% do PIB, é alta para um país que ainda enfrenta problemas básicos, como saneamento e educação. Ana Paula Vescovi, economista-chefe do Santander, destacou a importância de melhorar a eficiência dos gastos públicos e sugeriu que uma avaliação dos serviços do Estado poderia trazer melhorias significativas. O debate sobre o ajuste fiscal e a qualidade dos serviços públicos continua sendo uma questão importante no Brasil.

Brasil ainda tem tempo para ajuste fiscal, afirma economista

O Brasil enfrenta um cenário fiscal desafiador, com projeções de déficit primário de R$ 83,1 bilhões até 2025, segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI). Durante o Anbima Summit, o economista e filósofo Eduardo Giannetti destacou que ainda há tempo para um ajuste fiscal antes que uma crise econômica se instale. Ele enfatizou a importância de agir rapidamente para evitar um agravamento da situação.

Giannetti acredita que as mudanças necessárias podem ocorrer apenas no próximo governo, que assumirá em 2027. Ele comentou que o atual governo, em fim de mandato e com baixo capital político, não deve avançar em questões fiscais. “Não tenho esperança que esse governo consiga avançar em questões de estado,” afirmou.

Necessidade de Mudanças

Carlos Kawall, economista e sócio-fundador da consultoria Oriz, também participou do painel e questionou a viabilidade de um ajuste fiscal em meio à polarização política. Para ele, é essencial realizar mudanças constitucionais que permitam maior flexibilidade orçamentária. “Não podemos ter o pé no fundo do acelerador do gasto estatal,” disse Kawall, defendendo a desindexação dos gastos.

Giannetti criticou a rigidez orçamentária atual, ressaltando que a maior parte da arrecadação é destinada ao pagamento da Previdência e juros da dívida pública. Ele apontou que a carga tributária no Brasil gira em torno de 34% do PIB, o que é excessivo para um país que ainda enfrenta problemas básicos, como a falta de saneamento básico e um sistema educacional deficiente.

Foco nos Gastos Públicos

A economista-chefe do Santander Brasil, Ana Paula Vescovi, também abordou a importância de melhorar a eficiência dos gastos públicos. Ela sugeriu que uma avaliação dos serviços prestados pelo Estado poderia resultar em uma “revolução silenciosa”. Vescovi alertou para a necessidade de um equilíbrio entre a demanda por mais serviços e a disposição para pagar impostos.

O debate sobre o ajuste fiscal e a qualidade dos serviços públicos no Brasil continua a ser uma questão central, com especialistas apontando a urgência de ações concretas para evitar uma crise econômica mais profunda.

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