Muitas famílias brasileiras ainda sonham em ter a casa própria, buscando sair do aluguel e construir patrimônio. Dados da RE/MAX mostram que, mesmo com a alta rentabilidade de títulos públicos, a maioria prefere investir em imóveis pela segurança e valorização a longo prazo. Um estudo comparou o financiamento de um imóvel de R$ 600 mil com aplicações em títulos. Mesmo que o total pago em 30 anos ultrapasse R$ 1 milhão, o imóvel pode valer mais de R$ 3 milhões, com uma valorização média de 5,8% ao ano. Em contraste, investir R$ 180 mil em títulos públicos pode render R$ 7,1 milhões ao final do período. Apesar disso, 74% das pessoas ainda veem a compra de imóveis como um bom investimento. O diretor da RE/MAX, Mozart Mattoso, destaca que, com a Selic alta, financiar um imóvel pode ser mais vantajoso do que investir. O rendimento do imóvel é calculado sobre seu valor total, e o proprietário pode morar ou alugar enquanto paga. A localização e o valor do aluguel também influenciam a decisão de financiar. A história econômica do Brasil, marcada por crises, reforça a confiança em imóveis como um investimento seguro.
Historicamente, a busca pela casa própria é um objetivo comum entre as famílias brasileiras, que desejam se livrar do aluguel e construir patrimônio. Dados recentes da RE/MAX revelam que, apesar da alta rentabilidade dos títulos públicos, a maioria dos brasileiros ainda prefere investir em imóveis.
A RE/MAX, a pedido da EXAME, analisou cenários de financiamento de imóveis e comparou com aplicações em títulos públicos. Considerando um imóvel de R$ 600 mil e entradas de 30%, 40% ou 50%, o valor total pago em 30 anos ultrapassaria R$ 1 milhão. Contudo, o imóvel valorizaria para mais de R$ 3 milhões, com uma taxa de valorização média de 5,8% ao ano, conforme o Índice FipeZAP.
Em contrapartida, ao aplicar R$ 180 mil em um título público, o retorno ao final do período seria de R$ 7,1 milhões. Para R$ 240 mil, o montante chegaria a R$ 9,5 milhões, e para R$ 300 mil, a R$ 11,8 milhões. Apesar desses números, 74% da população ainda vê a compra e venda de imóveis como um investimento viável, segundo a Anbima.
Financiamento versus Aplicação
Mozart Mattoso, diretor-executivo da RE/MAX, explica que, com a Selic alta, o financiamento de um imóvel pode ser mais vantajoso do que investir o valor da entrada. O rendimento do imóvel é calculado sobre seu valor total, mesmo antes de ser quitado. Além disso, o proprietário já pode morar ou alugar a casa, enquanto o investimento em títulos é menos tangível.
A localização do imóvel e o valor que a pessoa está disposta a gastar em aluguel também influenciam a decisão de financiar. Para quem busca construir patrimônio e obter rendimentos mensais, o investimento em imóveis ainda é considerado o mais indicado.
Contexto Econômico
A história econômica do Brasil, marcada por crises de hiperinflação, reforça a confiança no investimento em imóveis. Durante a hiperinflação dos anos 1980 e 1990, muitos que tinham patrimônio em imóveis se protegeram de medidas como o Plano Collor, que confiscou poupanças. Assim, o investimento em imóveis se consolidou como uma opção segura para muitos brasileiros, mesmo em tempos de incerteza econômica.
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