A COP30, Conferência do Clima das Nações Unidas, acontecerá em Belém em dezembro de 2023, mas a cidade enfrenta problemas com a infraestrutura hoteleira. O governo não se preparou adequadamente, resultando em poucos leitos disponíveis e tarifas muito altas. Espera-se que 50 mil visitantes cheguem, mas só há 18 mil leitos. Para tentar resolver a situação, empresários locais estão buscando alternativas, como transatlânticos e albergues improvisados. A Secretaria Nacional do Consumidor notificou 24 hotéis por cobranças abusivas, com preços até 80% mais altos do que em eventos anteriores. O presidente do sindicato dos hotéis de Belém criticou a falta de planejamento do governo e mencionou que a proposta inicial era usar instalações do Exército, mas isso não foi possível. Agora, o governo tenta negociar tarifas mais justas, mas a ideia de tabelar preços é vista como ineficaz. A falta de planejamento levanta dúvidas sobre a capacidade de Belém para sediar grandes eventos internacionais.
Desde a confirmação da COP30, a Conferência do Clima das Nações Unidas, para Belém em dezembro de 2023, surgiram preocupações com a infraestrutura local. O governo falhou no planejamento, resultando em escassez de leitos e aumento excessivo nas tarifas hoteleiras.
Com a expectativa de receber 50 mil visitantes, a cidade conta com apenas 18 mil leitos disponíveis. Empresários locais tentam contornar a situação com alternativas, como transatlânticos e albergues improvisados. Até maio, havia cerca de 35 mil leitos garantidos, com 10 mil adicionais previstos, totalizando aproximadamente 45 mil.
A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) notificou 24 hotéis e o Sindicato de Hotéis e Restaurantes de Belém e Ananindeua sobre práticas de preços abusivos. As tarifas para a COP30 estão 80% mais altas do que durante o Círio de Nazaré, um evento local que também gera aumento de preços. A situação é vista como uma oportunidade para os empresários, que buscam maximizar lucros.
Eduardo Boullosa Júnior, presidente do sindicato dos hotéis de Belém, destacou que o governo deveria ter se preparado melhor. A proposta inicial era acomodar delegações em instalações do Exército, mas a falta de reforço nas Forças Armadas complicou o planejamento. Boullosa apontou que a busca por acomodações luxuosas para chefes de Estado criou uma expectativa de lucros elevados entre os hoteleiros.
Agora, com obras em andamento, o governo enfrenta o desafio de negociar tarifas mais justas. Tentar tabelar preços é considerado ineficaz e injusto, dado os investimentos realizados pelos empresários. A falta de planejamento adequado para a COP30 levanta questões sobre a capacidade de Belém em sediar grandes eventos internacionais.
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