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Ouro se valoriza em tempos de guerra e se torna refúgio para investidores

O aumento do preço do ouro reflete a busca por segurança financeira em meio a tensões no Oriente Médio.

Investir em ouro vale a pena como componente de diversificação, especialmente em períodos de incerteza geopolítica. (Foto: Getty Images/Getty Images)
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O preço do ouro subiu bastante devido aos conflitos no Oriente Médio, especialmente após os ataques entre Israel e Irã e a guerra entre Israel e Hamas. Em junho de 2023, após um ataque israelense ao Irã, o ouro aumentou 1,7%, chegando a US$ 3.452,80 por onça. A participação dos EUA no conflito fez o preço cair para US$ 3.347,45 após um anúncio de cessar-fogo. Com a guerra entre Israel e Hamas começando em outubro de 2023, o preço do ouro subiu de US$ 1.845,20 para US$ 1.968,30 em duas semanas, um aumento de 6,67%. Historicamente, o ouro é visto como uma proteção contra crises e inflação, com um retorno médio real de 11% nos últimos cinquenta anos. Em tempos de crise, o ouro se torna mais atraente, pois não depende de juros ou dividendos. Além disso, bancos centrais mantêm reservas de ouro para proteger suas economias e reduzir a dependência do dólar. Investir em ouro pode ser feito através de ETFs, como o GOLD11, que é acessível na B3, com um investimento mínimo de cerca de R$ 19,30. O ouro continua sendo uma opção importante para diversificação de portfólio, especialmente em tempos de incerteza.

Enquanto conflitos se intensificam no Oriente Médio, o preço do ouro tem registrado valorização significativa. A escalada de tensões entre Israel e Irã, juntamente com a guerra entre Israel e Hamas, tem levado investidores a buscar o metal precioso como um porto seguro.

Em junho de 2023, após um ataque israelense às instalações nucleares iranianas, o preço do ouro subiu 1,7%, fechando a US$ 3.452,80 por onça-troy. A participação dos EUA no conflito reforçou a demanda por ativos defensivos, fazendo o preço atingir US$ 3.395,00 em meio à volatilidade. Contudo, com o anúncio de um cessar-fogo, o valor caiu para US$ 3.347,45.

A guerra entre Israel e Hamas, iniciada em outubro de 2023, também teve impacto no mercado. No dia 6 de outubro, o contrato futuro do ouro estava a US$ 1.845,20 e, em apenas duas semanas, subiu para US$ 1.968,30, uma alta de 6,67%. Eventos anteriores, como a invasão russa à Ucrânia, em fevereiro de 2022, mostraram um padrão semelhante, com o ouro disparando 15% no primeiro dia do conflito.

O Ouro como Ativo Defensivo

Historicamente, o ouro é visto como uma proteção contra a inflação e crises econômicas. Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) revelou que o metal ofereceu um retorno médio real anual de 11% nos últimos cinquenta anos, especialmente em períodos de inflação acima de 3%. Com taxas de juros reais baixas, o ouro se torna mais atraente, já que não paga juros ou dividendos.

Além disso, a relação inversa entre o dólar e o ouro se intensifica em tempos de crise. O economista André Perfeito destacou que o ouro é amplamente aceito, independentemente da nacionalidade, o que aumenta sua liquidez. O metal é durável, não perecível e não depende da solvência de governos, mantendo seu valor ao longo do tempo.

A Importância das Reservas em Ouro

Bancos centrais ao redor do mundo mantêm reservas significativas de ouro como uma forma de proteger suas economias contra crises e instabilidades financeiras. O metal reduz a dependência do dólar americano, que pode ser congelado em situações de conflito. Ter reservas em ouro transmite confiança aos investidores e ajuda a manter a estabilidade monetária.

Investir em ouro pode ser feito através de ETFs, como o GOLD11, que é acessível na B3. O investimento mínimo é de cerca de R$ 19,30, com uma taxa de administração de 0,30% ao ano. Alternativas incluem fundos de investimento em ouro e ações de mineradoras, cada uma com suas características e riscos. O ouro continua a ser uma opção relevante para diversificação de portfólio, especialmente em tempos de incerteza geopolítica.

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